Mercado de Manaus encerrou 2025 com R$ 3,168 bilhões em vendas de imóveis novos, enquanto preços residenciais e aluguéis avançaram no primeiro semestre de 2026
O mercado imobiliário do Amazonas chega à segunda metade de 2026 com indicadores que mostram expansão relevante, especialmente em Manaus, principal centro urbano e econômico do Estado.
O mercado de imóveis novos da capital encerrou 2025 com R$ 3,168 bilhões em vendas, segundo o estudo Panorama do Mercado Imobiliário da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM). O resultado representa crescimento de 24,2% em relação aos R$ 2,55 bilhões registrados em 2024.
Ao mesmo tempo, os indicadores de preços mais recentes do Índice FipeZAP mostram que Manaus iniciou 2026 em trajetória de valorização. No primeiro semestre, o preço anunciado dos imóveis residenciais acumulou alta de 7,26%, a maior entre as capitais monitoradas pelo índice naquele período. Em junho, a alta mensal foi de 2,06%, enquanto a valorização acumulada em 12 meses chegou a 9,37%.
No mercado de locação, o movimento também foi expressivo. Os preços anunciados para novos aluguéis em Manaus avançaram 11,14% entre janeiro e junho de 2026, segundo o FipeZAP. Em 12 meses, a alta chegou a 5,30%, com preço médio anunciado de R$ 53,12 por metro quadrado em junho.
Os números revelam um mercado que merece atenção, mas também exigem uma leitura cuidadosa.
Isso porque vendas, lançamentos, preços anunciados e contratos de financiamento são indicadores diferentes.
E, no caso do Amazonas, existe ainda outra particularidade: boa parte das estatísticas públicas mais detalhadas disponíveis para o setor está concentrada em Manaus.
Por isso, nesta análise, a Broker News BR diferencia o que é dado estadual do que é indicador específico da capital.
Manaus movimentou R$ 3,168 bilhões em imóveis novos em 2025
O ponto de partida para compreender o mercado amazonense é o desempenho registrado no ano passado.
Segundo a ADEMI-AM, o mercado imobiliário de Manaus movimentou R$ 3,168 bilhões em vendas de imóveis novos em 2025.
O levantamento considera os segmentos vertical, horizontal e comercial.
Em 2024, o volume havia sido de R$ 2,55 bilhões.
A diferença representa aproximadamente R$ 618 milhões adicionais movimentados pelo mercado em apenas um ano.
Em termos percentuais, o crescimento informado pela entidade foi de 24,2%.
É importante observar que esse indicador é de Manaus, e não uma soma de todas as transações imobiliárias realizadas nos 62 municípios do Amazonas.
Portanto, não seria correto apresentar os R$ 3,168 bilhões como o volume de todo o mercado imobiliário estadual.
O dado representa o mercado de imóveis novos de Manaus acompanhado pelo estudo da ADEMI-AM.
Essa distinção é fundamental para a leitura dos números.
O quarto trimestre teve papel importante no resultado
O desempenho anual não foi distribuído de maneira uniforme.
Segundo a ADEMI-AM, o quarto trimestre de 2025 movimentou R$ 665 milhões em vendas.
Dentro desse resultado, o segmento horizontal respondeu por R$ 506 milhões.
A concentração das vendas no final do ano mostra a importância que os últimos meses tiveram para o resultado anual.
Mas também é necessário evitar uma conclusão que os dados não sustentam.
O fato de o quarto trimestre ter sido responsável por R$ 665 milhões não significa que essa velocidade de vendas tenha necessariamente continuado nos primeiros meses de 2026.
Para afirmar isso, seria necessário utilizar os resultados do mercado de 2026.
Por isso, a análise do primeiro semestre precisa ser feita com indicadores próprios daquele período.
Minha Casa, Minha Vida ganhou protagonismo
Um dos fatores mais importantes para compreender o desempenho recente de Manaus é a participação do mercado habitacional econômico.
Segundo a ADEMI-AM, 90,8% dos lançamentos realizados no quarto trimestre de 2025 estavam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida.
Os empreendimentos classificados como médio padrão representaram 9,2% dos lançamentos daquele trimestre.
O número revela a forte participação do segmento econômico na produção imobiliária observada no período.
Não significa, entretanto, que 90,8% de todas as vendas de imóveis de Manaus em 2025 tenham sido realizadas pelo programa.
O percentual se refere especificamente aos lançamentos do quarto trimestre considerados no estudo.
Essa diferença entre lançamento e venda é importante.
Um empreendimento pode ser lançado em determinado período e comercializado ao longo de vários meses.
Por isso, os dois indicadores não devem ser tratados como sinônimos.
Amazonas contratou 23 mil moradias pelo Minha Casa, Minha Vida
No recorte estadual, existe um dado importante relacionado à habitação.
Entre 2023 e 2025, o Amazonas teve 23 mil unidades habitacionais contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida, segundo balanço divulgado pelo Governo Federal.
O investimento informado para o Estado foi de R$ 3,1 bilhões.
Aqui, diferentemente dos números da ADEMI-AM sobre o mercado de Manaus, estamos diante de um dado referente ao Estado do Amazonas.
O resultado coloca o Estado entre os principais mercados do programa na Região Norte.
De acordo com o balanço federal, a Região Norte registrou 107,8 mil unidades contratadas entre 2023 e 2025, com investimentos de R$ 13,09 bilhões.
O Amazonas respondeu por aproximadamente 23 mil dessas unidades.
O dado ajuda a dimensionar a importância das políticas habitacionais para o mercado imobiliário amazonense.
O mercado habitacional tem peso ainda maior em um Estado com déficit de moradia
O volume de contratações do Minha Casa, Minha Vida não representa apenas uma estatística do setor imobiliário.
Ele também revela a existência de uma demanda habitacional relevante.
A própria ADEMI-AM destacou, ao tratar dos números do programa, que o déficit habitacional no Estado continua sendo um desafio e que a continuidade das políticas de habitação é importante para atender à demanda por moradia.
Esse cenário ajuda a explicar por que o segmento econômico ganhou espaço nos lançamentos de Manaus.
Existe uma combinação de fatores:
demanda habitacional + financiamento subsidiado + produção imobiliária + programas públicos.
Mas isso não significa que toda a demanda existente seja automaticamente convertida em compra.
Renda, capacidade de financiamento, entrada, documentação, localização e oferta de imóveis continuam sendo determinantes.
Preço do imóvel em Manaus subiu 7,26% no primeiro semestre
O primeiro semestre de 2026 trouxe um dado particularmente relevante.
Segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais em Manaus acumulou alta de 7,26% entre janeiro e junho de 2026.
Esse foi o maior crescimento acumulado entre as capitais acompanhadas pelo indicador no período.
Manaus ficou à frente de Vitória, que registrou alta de 7,14%, e Salvador, com 6,23%.
No cenário nacional, o FipeZAP apresentou valorização média de 2,42% no primeiro semestre.
A diferença é expressiva.
Enquanto a média das cidades monitoradas pelo índice avançou 2,42%, Manaus registrou 7,26%.
Isso significa que o mercado manauara apresentou uma valorização nominal muito superior à média nacional no período.
Mas existe uma observação metodológica fundamental.
O FipeZAP acompanha preços anunciados, e não necessariamente os valores efetivamente pagos nas transações.
Portanto, o dado deve ser interpretado como evolução dos preços de oferta.
Junho registrou alta de 2,06%
O movimento de valorização não ficou restrito ao acumulado do ano.
Em junho de 2026, os preços anunciados dos imóveis residenciais em Manaus subiram 2,06% na comparação com maio.
Foi uma das maiores altas mensais entre as capitais monitoradas.
A média nacional do FipeZAP avançou 0,45% no mesmo mês.
A diferença mostra que Manaus teve uma aceleração de preços consideravelmente superior à média nacional naquele mês.
Isso, porém, não permite afirmar que todos os imóveis da cidade tenham subido 2,06%.
O índice representa o comportamento agregado dos preços anunciados na amostra monitorada.
Em 12 meses, valorização chega a 9,37%
Considerando o período de julho de 2025 a junho de 2026, Manaus acumulou valorização de 9,37% nos preços residenciais anunciados.
O resultado também ficou acima da média nacional do FipeZAP, que registrou alta de 5,59% em 12 meses.
Manaus aparece, portanto, em uma posição de destaque tanto no acumulado de 2026 quanto no período de 12 meses.
Esse comportamento chama atenção porque a capital amazonense ainda possui um preço médio por metro quadrado inferior ao de diversas outras capitais brasileiras.
Quanto custa o metro quadrado em Manaus?
Em junho de 2026, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais monitorados pelo FipeZAP em Manaus foi de R$ 7.745 por metro quadrado.
No ranking das capitais monitoradas, o valor coloca Manaus abaixo de diversas capitais do Sudeste, Sul e Nordeste.
Isso produz uma situação interessante:
Manaus liderou a valorização das capitais no primeiro semestre, mas não está entre as cidades com o metro quadrado mais caro.
São duas informações diferentes.
Uma cidade pode apresentar uma valorização percentual elevada e, ainda assim, possuir um preço médio inferior ao de mercados mais caros.
Por isso, não é correto concluir automaticamente que Manaus se tornou uma das cidades mais caras do país apenas porque liderou a valorização percentual.
Preço alto e valorização alta não são a mesma coisa
Essa diferença é especialmente importante para quem trabalha profissionalmente com o mercado imobiliário.
Imagine duas cidades.
Uma possui imóveis anunciados a R$ 15 mil por metro quadrado e registra alta de 2%.
Outra possui imóveis a R$ 7 mil por metro quadrado e registra alta de 7%.
A segunda cidade apresentou valorização percentual maior, mas continua tendo preço médio inferior.
É exatamente por isso que os números precisam ser analisados em conjunto.
No caso de Manaus, o primeiro semestre de 2026 combinou forte valorização percentual com preço médio ainda abaixo dos mercados mais caros acompanhados pelo FipeZAP.
Aluguel também acelerou em Manaus
O mercado de locação apresenta outro indicador importante.
Segundo o FipeZAP, os preços anunciados de novos aluguéis em Manaus acumularam alta de 11,14% no primeiro semestre de 2026.
Foi a segunda maior valorização entre as capitais monitoradas, atrás apenas de Aracaju, que acumulou 16,82%.
Manaus ficou à frente de Campo Grande, Fortaleza, Rio de Janeiro e outras capitais.
O resultado é particularmente relevante porque o crescimento do aluguel foi superior ao observado no mercado de venda no mesmo período.
No primeiro semestre:
Venda: +7,26%
Locação: +11,14%
Os dois números são do FipeZAP e referem-se a preços anunciados.
Junho teve queda de 0,23% nos preços dos aluguéis
Apesar da forte alta acumulada no ano, junho apresentou um movimento diferente.
Os preços anunciados para novos aluguéis em Manaus recuaram 0,23% no mês.
Foi uma das seis capitais que registraram queda naquele mês.
O resultado mostra justamente por que não é recomendável analisar o mercado somente a partir de um único indicador mensal.
Manaus havia acumulado alta de 11,14% no primeiro semestre, mas apresentou queda mensal em junho.
Os dois dados podem coexistir.
Um representa o acumulado desde janeiro.
O outro representa apenas a comparação entre maio e junho.
O aluguel acumulou alta de 5,30% em 12 meses
No intervalo de 12 meses encerrado em junho de 2026, o FipeZAP registrou alta de 5,30% nos preços anunciados de locação residencial em Manaus.
O resultado ficou abaixo do acumulado do primeiro semestre, de 11,14%, porque os períodos de comparação são diferentes.
Essa aparente inversão reforça a importância de sempre informar qual período está sendo analisado.
Não se trata de uma contradição nos dados.
São janelas temporais diferentes.
R$ 53,12 por metro quadrado é o preço médio anunciado do aluguel
Em junho, o preço médio anunciado para locação residencial em Manaus chegou a R$ 53,12 por metro quadrado.
Esse valor coloca a capital amazonense entre as cidades com preços relevantes no mercado de locação residencial monitorado pelo FipeZAP.
O indicador considera anúncios de apartamentos prontos para locação.
E aqui existe outra informação metodológica importante:
o FipeZAP de locação acompanha novos aluguéis anunciados e não incorpora diretamente os reajustes dos contratos de locação já existentes.
Portanto, não devemos afirmar que todos os inquilinos de Manaus tiveram seus aluguéis reajustados em 11,14%.
O número representa a evolução dos preços dos novos anúncios acompanhados pelo índice.
O aluguel residencial oferece retorno bruto de 8,08% ao ano
Outro indicador divulgado pelo FipeZAP é o chamado rental yield.
Em Manaus, a rentabilidade anualizada estimada do aluguel residencial chegou a 8,08% ao ano em junho de 2026.
Entre as capitais monitoradas, Manaus ficou atrás de Recife, com 8,56%, e à frente de várias outras cidades.
O número, entretanto, precisa ser interpretado corretamente.
O rental yield é uma estimativa de rentabilidade bruta baseada na relação entre preços de venda e preços de locação.
Não significa que um proprietário necessariamente terá 8,08% líquidos de rendimento anual.
Despesas como condomínio, manutenção, impostos, períodos de vacância e custos de administração não são equivalentes ao retorno bruto apresentado pelo indicador.
Onde estão os lançamentos?
Os dados da ADEMI-AM sobre o quarto trimestre de 2025 mostram concentração importante de lançamentos em algumas áreas de Manaus.
O Lago Azul concentrou 37% dos lançamentos daquele trimestre.
Na sequência apareceram Tarumã Sul, com 18,5%, e Novo Aleixo e Parque Mosaico 2, com 14,1% cada.
Os números ajudam a identificar áreas que tiveram forte presença na expansão da oferta imobiliária naquele período.
Mas, novamente, não devemos transformar esses percentuais de um trimestre específico em uma afirmação de que esses bairros concentram atualmente todos os lançamentos de Manaus.
Eles representam a composição observada no quarto trimestre de 2025.
Tarumã liderou as vendas no quarto trimestre
Quando o foco passa dos lançamentos para as vendas, o ranking muda.
Segundo o estudo da ADEMI-AM, Tarumã respondeu por 15,3% das vendas no quarto trimestre de 2025.
Depois vieram Lago Azul, com 14,1%, e Distrito Industrial 2, com 13,4%.
A diferença entre o ranking de lançamentos e o ranking de vendas mostra que oferta e comercialização não necessariamente seguem a mesma distribuição geográfica.
Uma região pode concentrar novos empreendimentos enquanto outra apresenta maior participação nas vendas.
Essa informação é particularmente útil para incorporadoras e imobiliárias que analisam expansão territorial.
Expansão urbana exige infraestrutura
O crescimento imobiliário de Manaus também levanta uma questão que vai além da comercialização de imóveis.
A própria ADEMI-AM destacou a necessidade de alinhamento entre a expansão dos novos bairros e a oferta de infraestrutura e serviços públicos.
O avanço de áreas como Lago Azul, Tarumã, Ponta Negra e outras regiões cria demanda por:
- mobilidade;
- transporte;
- saneamento;
- educação;
- saúde;
- comércio;
- serviços;
- infraestrutura urbana.
Esse ponto é importante porque o mercado imobiliário não se resume à construção e venda de unidades.
A expansão de um empreendimento modifica a dinâmica urbana ao seu redor.
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O mercado não está crescendo apenas por um motivo
Os dados disponíveis sugerem que o desempenho imobiliário de Manaus é resultado de uma combinação de fatores.
Entre eles estão:
Minha Casa, Minha Vida, que ampliou a demanda por imóveis destinados às faixas de renda atendidas pelo programa.
Expansão urbana, que abriu novas áreas para empreendimentos.
Mercado de locação, que apresentou valorização expressiva no primeiro semestre.
Valorização dos imóveis, que colocou Manaus no topo do ranking das capitais no primeiro semestre.
Demanda habitacional, que continua relevante no Amazonas.
Mas é importante dizer que essa é uma leitura dos indicadores, e não uma atribuição causal comprovada para cada resultado.
Os dados mostram os movimentos.
Eles não permitem afirmar que determinado percentual de valorização ocorreu exclusivamente por causa de um único fator.
A mão de obra é um ponto de atenção
Apesar do bom desempenho das vendas, existe um desafio relevante para a continuidade da produção.
A ADEMI-AM apontou a escassez de mão de obra na construção civil em Manaus como uma preocupação do setor.
Esse problema merece atenção porque existe uma relação direta entre crescimento das vendas e necessidade de produção.
Se o mercado comercializa mais unidades, é necessário construir essas unidades.
E a falta de trabalhadores especializados pode afetar:
- cronogramas;
- custos;
- produtividade;
- capacidade de execução;
- velocidade de novos lançamentos.
Não encontramos, porém, nesta apuração, um número oficial recente que permita afirmar quantos trabalhadores estão faltando no setor ou qual percentual da mão de obra da construção está comprometido pela escassez.
Por isso, não vamos preencher essa lacuna com estimativa.
2026 começou com perspectiva de crescimento mais moderado
No início de 2026, a ADEMI-AM avaliava que o mercado poderia crescer aproximadamente 5% no ano, em ritmo mais moderado do que o registrado em 2025.
Essa informação deve ser tratada como projeção do setor, e não como resultado realizado.
A previsão foi apresentada em março, quando a entidade avaliava o cenário econômico daquele momento.
Como o ano ainda está em andamento, não é possível utilizar esse percentual como se fosse o crescimento efetivamente registrado em 2026.
Essa distinção é particularmente importante em uma matéria intitulada “em números”.
O que os números mostram até agora?
Reunindo os principais indicadores confirmados, o retrato fica assim:
| Indicador | Número | Período |
|---|---|---|
| Vendas de imóveis novos em Manaus | R$ 3,168 bilhões | 2025 |
| Crescimento das vendas | +24,2% | 2025 vs. 2024 |
| Vendas de imóveis novos em 2024 | R$ 2,55 bilhões | 2024 |
| Vendas no 4º trimestre | R$ 665 milhões | 2025 |
| Participação do segmento horizontal nas vendas do 4º tri. | R$ 506 milhões | 2025 |
| Lançamentos MCMV no 4º trimestre | 90,8% | 2025 |
| Imóveis MCMV contratados no Amazonas | 23 mil unidades | 2023–2025 |
| Investimento do MCMV no Amazonas | R$ 3,1 bilhões | 2023–2025 |
| Valorização dos imóveis em Manaus | +7,26% | 1º semestre de 2026 |
| Valorização dos imóveis em Manaus | +9,37% | 12 meses até junho/2026 |
| Alta dos imóveis em junho | +2,06% | junho/2026 |
| Preço médio anunciado de venda | R$ 7.745/m² | junho/2026 |
| Alta dos aluguéis em Manaus | +11,14% | 1º semestre de 2026 |
| Alta dos aluguéis | +5,30% | 12 meses até junho/2026 |
| Variação mensal do aluguel | -0,23% | junho/2026 |
| Preço médio anunciado de locação | R$ 53,12/m² | junho/2026 |
| Rental yield estimado | 8,08% a.a. | junho/2026 |
Os dados de vendas e lançamentos são da ADEMI-AM; os indicadores de preços de venda e locação são do FipeZAP; e as contratações do Minha Casa, Minha Vida são do Governo Federal.
Uma ressalva importante sobre os números do Amazonas
Existe uma diferença metodológica que merece ser destacada.
Quando falamos em mercado imobiliário do Amazonas, podemos estar falando de duas coisas diferentes:
- o mercado imobiliário de todo o Estado;
- o mercado de Manaus.
Nesta matéria, os dados de mercado imobiliário mais detalhados encontrados são predominantemente de Manaus.
A ADEMI-AM apresenta seu estudo de mercado focado na capital.
O FipeZAP monitora Manaus como uma das cidades participantes do índice.
Já o Minha Casa, Minha Vida possui dados estaduais.
Por isso, não seria correto somar esses indicadores e apresentar o resultado como se todos medissem exatamente o mesmo universo.
Eles não medem.
Essa transparência é necessária para que o leitor profissional consiga entender exatamente o que cada número representa.
Manaus é hoje o principal termômetro disponível para o mercado amazonense
Mesmo com essa limitação, os indicadores de Manaus são fundamentais para compreender o comportamento do setor no Amazonas.
A capital concentra a maior parte da atividade econômica e urbana do Estado e aparece nas principais bases nacionais de acompanhamento do mercado imobiliário.
Além disso, a cidade apresenta uma combinação de indicadores que chama atenção:
vendas de imóveis novos em forte expansão em 2025;
valorização de 7,26% nos preços residenciais no primeiro semestre de 2026;
alta de 11,14% nos preços anunciados de aluguel no mesmo período;
e forte participação do Minha Casa, Minha Vida na produção habitacional.
Esse conjunto não permite dizer que todo o Amazonas apresenta exatamente o mesmo comportamento.
Mas mostra que Manaus atravessa um ciclo imobiliário de forte atividade.
O que os profissionais do mercado devem acompanhar
Para corretores, imobiliárias, incorporadoras e investidores, os números sugerem alguns indicadores que merecem acompanhamento contínuo.
O primeiro é a evolução dos preços de venda.
O segundo é o comportamento dos aluguéis.
O terceiro é a velocidade dos lançamentos.
O quarto é o desempenho do Minha Casa, Minha Vida.
O quinto é a evolução do crédito imobiliário.
E o sexto é a disponibilidade de mão de obra e capacidade de construção.
Nenhum desses indicadores, isoladamente, explica todo o mercado.
É o conjunto deles que permite construir uma leitura mais segura.
Análise Editorial Broker News BR
O mercado imobiliário do Amazonas apresenta, neste momento, um dos cenários mais interessantes da Região Norte.
Mas os números precisam ser interpretados corretamente.
Manaus encerrou 2025 com R$ 3,168 bilhões em vendas de imóveis novos, crescimento de 24,2% sobre 2024.
No primeiro semestre de 2026, os preços anunciados dos imóveis residenciais da capital avançaram 7,26%, colocando Manaus na liderança entre as capitais monitoradas pelo FipeZAP naquele período.
No aluguel, a alta acumulada chegou a 11,14%.
Esses números, juntos, indicam um mercado com forte movimento.
Mas há uma diferença importante entre atividade e preço.
O crescimento dos preços anunciados não significa necessariamente crescimento equivalente no número de transações.
Da mesma forma, uma alta no valor anunciado do aluguel não significa que todos os contratos vigentes tenham sofrido o mesmo reajuste.
E os R$ 3,168 bilhões de vendas de imóveis novos não representam todas as transações imobiliárias realizadas no Estado.
É justamente essa separação que permite uma análise mais profissional.
A leitura da Broker News BR é que Manaus chega à segunda metade de 2026 com indicadores de valorização e atividade superiores à média nacional em alguns dos principais termômetros disponíveis, especialmente nos preços residenciais e de locação.
Ao mesmo tempo, a expansão do mercado traz desafios.
A necessidade de infraestrutura acompanha o crescimento urbano.
A escassez de mão de obra pode limitar a capacidade de produção.
E a forte participação do segmento econômico mostra que políticas de crédito e habitação continuam tendo papel central na dinâmica local.
O mercado amazonense, portanto, não pode ser analisado apenas pela valorização do metro quadrado.
É preciso olhar também para quem compra, qual produto está sendo lançado, onde os empreendimentos estão surgindo, como está o crédito e qual é a capacidade de produção do setor.
Conclusão
Os números mais recentes mostram um mercado imobiliário amazonense com forte atividade, especialmente em Manaus.
Em 2025, o mercado de imóveis novos da capital movimentou R$ 3,168 bilhões, 24,2% acima do resultado de 2024.
No primeiro semestre de 2026, Manaus apresentou 7,26% de valorização nos preços residenciais anunciados, a maior entre as capitais monitoradas pelo FipeZAP.
No mercado de locação, a alta acumulada chegou a 11,14%.
Ao mesmo tempo, o Amazonas registrou 23 mil unidades habitacionais contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e 2025, com investimento de R$ 3,1 bilhões.
Os indicadores revelam um mercado impulsionado por diferentes forças: demanda habitacional, programas de financiamento, expansão urbana e atividade das incorporadoras.
Mas também mostram desafios.
A infraestrutura precisa acompanhar a expansão das cidades, a construção civil enfrenta escassez de mão de obra e o ambiente econômico continua influenciando o custo e a disponibilidade do crédito.
O dado mais importante, entretanto, talvez seja outro:
Manaus está crescendo no mercado imobiliário, mas esse crescimento precisa ser acompanhado com atenção para que valorização, expansão urbana, oferta de imóveis e infraestrutura caminhem na mesma direção.
E, para o profissional que atua no Amazonas, acompanhar esses números deixou de ser apenas uma questão de informação.
É uma ferramenta para tomar decisões.
Produção Editorial
Produção Editorial Broker News BR. Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.
Data da apuração: 15 de agosto de 2026.
Principais períodos dos dados: 2025 e primeiro semestre de 2026.
Os indicadores foram apresentados com seus respectivos períodos de referência. Dados de Manaus não foram apresentados como se representassem automaticamente todo o Estado do Amazonas.
Também foi feita distinção entre vendas de imóveis novos, lançamentos, preços anunciados, locações e contratações habitacionais, pois são indicadores de naturezas diferentes.
Fontes
ADEMI-AM — Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas
Estudo Panorama do Mercado Imobiliário de Manaus e dados do quarto trimestre de 2025.
ADEMI-AM — Mercado imobiliário de Manaus cresce 24% em 2025
FipeZAP — Venda Residencial — junho de 2026
Indicadores de preços anunciados de imóveis residenciais, incluindo Manaus.
FipeZAP — Índice de Venda Residencial
FipeZAP — Locação Residencial — junho de 2026
Indicadores de preços anunciados de novos aluguéis, preço médio e rental yield.
FipeZAP — Índice de Locação Residencial
Governo Federal — Minha Casa, Minha Vida
Contratações de 23 mil unidades habitacionais no Amazonas entre 2023 e 2025, com R$ 3,1 bilhões em investimentos.
Governo Federal — Minha Casa, Minha Vida no Amazonas
IBGE — Cidades e Estados
Dados demográficos e socioeconômicos de Manaus. O município tinha 2.303.732 habitantes na estimativa de 2025.
IBGE — Cidades e Estados — Manaus
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