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Mercado Imobiliário da Bahia em Números

Mercado Imobiliário da Bahia em Números com vista de Salvador, edifícios, orla e elementos urbanos representando o crescimento do mercado imobiliário baiano.

Estado combina uma população de 14,87 milhões de habitantes, forte atividade turística e um mercado imobiliário que mostra aceleração nas vendas em Salvador; dados mais recentes apontam redução do estoque e aumento da intenção de compra no Nordeste

A Bahia reúne alguns dos fatores que tornam o estado um dos mercados mais relevantes do Nordeste para o setor imobiliário. Com população estimada em 14.870.907 habitantes em 1º de julho de 2025, segundo o IBGE, e uma economia que movimentou R$ 430,988 bilhões em PIB em 2023, o estado combina grande mercado consumidor, atividade turística, expansão urbana e diferentes polos econômicos.

Os indicadores mais recentes disponíveis também mostram um cenário positivo para o mercado imobiliário. Em levantamento apresentado pela Ademi-BA em julho de 2026, com dados referentes a maio de 2026 e pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica, Salvador registrou crescimento nas vendas de imóveis, aumento do Valor Geral de Vendas (VGV) e redução do estoque disponível.

É importante fazer uma ressalva: os números de vendas, VGV, estoque e perfil dos imóveis citados nesta matéria não representam todos os 417 municípios baianos. Eles se referem ao recorte imobiliário apresentado pela Ademi-BA, concentrado principalmente em Salvador e na Região Metropolitana. Já os indicadores populacionais, econômicos e turísticos são estaduais.

Essa distinção é fundamental para interpretar corretamente os números.

Bahia tem 14,87 milhões de habitantes

A estimativa mais recente do IBGE disponível para a Bahia aponta 14.870.907 habitantes, com data de referência em 1º de julho de 2025.

No Censo 2022, o estado tinha 14.141.626 habitantes. A diferença entre os dois números decorre justamente do fato de que o primeiro é uma estimativa populacional e o segundo corresponde ao Censo realizado pelo IBGE.

A Bahia também possui uma área territorial de 564.763,876 km², segundo o IBGE.

Para o mercado imobiliário, uma população dessa dimensão representa uma base potencial de consumidores distribuída por diferentes realidades econômicas e urbanas.

Salvador concentra o principal mercado imobiliário do estado

A capital baiana tinha população estimada em 2.564.204 habitantes em 2025, segundo o IBGE. No Censo 2022, eram 2.417.678 habitantes.

É justamente Salvador que aparece com maior peso nos dados recentes de comercialização de imóveis divulgados pela Ademi-BA.

Em maio de 2026, foram comercializadas 721 unidades residenciais na capital, contra 637 em abril.

Na comparação com maio de 2025, o número representa um crescimento de 74%.

O dado mostra uma aceleração importante, mas precisa ser interpretado dentro do período pesquisado: trata-se do desempenho de maio de 2026, divulgado pela Ademi-BA em julho.

VGV chega a R$ 553 milhões em maio

O crescimento das vendas também apareceu no volume financeiro.

O Valor Geral de Vendas (VGV) registrado no levantamento passou de R$ 483 milhões em abril para R$ 553 milhões em maio de 2026, uma alta aproximada de 14,5% em um mês.

O resultado é relevante porque mostra que a expansão não ocorreu apenas em quantidade de unidades.

Houve também aumento do volume financeiro movimentado pelos empreendimentos considerados na pesquisa.

Imóveis compactos lideram as vendas

Os imóveis compactos foram responsáveis por 63% das unidades comercializadas em Salvador em maio de 2026, enquanto os imóveis de médio padrão representaram 36% das vendas.

O dado ajuda a identificar uma característica importante do mercado atual da capital baiana.

O consumidor não está necessariamente procurando apenas imóveis maiores. Produtos mais compactos podem oferecer vantagens relacionadas a localização, preço, manutenção e possibilidade de utilização para moradia ou investimento.

A pesquisa também apontou que os empreendimentos compactos representaram 64% do VGV lançado no período, segundo a divulgação da Ademi-BA.

Rio Vermelho aparece entre os principais destaques

Entre os bairros analisados pela pesquisa, o Rio Vermelho apresentou forte participação tanto nos lançamentos quanto nas vendas.

O bairro concentrou 66% dos lançamentos registrados no recorte apresentado pela Ademi-BA e respondeu por 39% das unidades vendidas.

Na sequência das vendas aparecem Pituaçu, com 22%; Caminho das Árvores, com 14%; e Ondina, com 10%.

Esses números mostram como a dinâmica imobiliária permanece bastante concentrada em determinados polos urbanos da capital.

Estoque de imóveis cai para 3.412 unidades

Outro dado importante é o estoque.

Salvador encerrou maio de 2026 com 3.412 unidades disponíveis para venda, segundo o levantamento apresentado pela Ademi-BA.

A entidade classificou o resultado como o menor nível dos últimos anos.

A redução do estoque merece atenção porque pode influenciar a estratégia das incorporadoras.

Se as vendas avançam em ritmo superior à entrada de novos empreendimentos, determinados segmentos podem começar a apresentar menor disponibilidade de unidades.

Isso não significa, por si só, que todos os imóveis da cidade estejam se valorizando na mesma proporção. O comportamento dos preços depende do produto, localização, padrão, oferta e demanda de cada segmento.

Minha Casa, Minha Vida apresenta comportamento diferente

O segmento do Minha Casa, Minha Vida apresenta uma dinâmica particular em Salvador.

Segundo os dados referentes a maio, a capital não registrou novos lançamentos do programa em abril e maio de 2026, contribuindo para uma queda de 41% no acumulado de lançamentos em relação ao ano anterior.

Mesmo sem novos empreendimentos nesses dois meses, foram comercializadas 490 unidades do programa em maio, utilizando o estoque existente.

Na Região Metropolitana de Salvador, entretanto, os lançamentos continuaram ocorrendo e o VGV apresentou crescimento, indicando que parte da oferta habitacional está se deslocando para municípios do entorno da capital.

Turismo e intenção de compra reforçam o potencial do mercado baiano

O mercado imobiliário da Bahia não pode ser analisado apenas pelos números de Salvador. O estado possui uma economia diversificada e uma atividade turística relevante, fatores que ajudam a explicar a existência de diferentes nichos imobiliários.

O dado mais recente da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) mostra que a atividade turística do estado cresceu 1,7% no primeiro trimestre de 2026, acima da média nacional de 1,0%. Em todo o ano de 2025, o turismo baiano havia crescido 6,6%, também acima da média brasileira, que ficou em 4,6%.

É importante destacar que esses percentuais representam crescimento da atividade turística, e não número de turistas. Portanto, não devem ser convertidos em quantidade de visitantes sem uma fonte específica que faça essa mensuração.

Nordeste registra recorde na intenção de compra de imóveis

Um dos dados mais interessantes para o mercado imobiliário baiano foi apresentado pela Ademi-BA em 16 de julho de 2026, com base em pesquisa da Brain Inteligência Estratégica.

Segundo o levantamento, 59% das famílias nordestinas manifestaram intenção de comprar um imóvel nos próximos meses. O índice foi o maior entre as regiões brasileiras.

No Brasil, a intenção chegou a 52%, também apontada como o maior nível da série histórica iniciada em 2019.

Aqui existe uma distinção importante para o leitor: intenção de compra não significa compra efetivamente realizada. Trata-se de uma pesquisa sobre comportamento e expectativa das famílias.

Para o mercado, porém, o indicador é relevante porque sinaliza um ambiente de maior disposição do consumidor para entrar em uma negociação imobiliária.

Salvador transforma intenção em vendas

A diferença entre intenção e venda realizada aparece justamente quando os indicadores da pesquisa de comportamento são comparados com os números de comercialização.

Em maio de 2026, Salvador registrou 721 unidades residenciais vendidas, contra 637 em abril.

Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 74%, segundo os dados apresentados pela Ademi-BA.

O resultado merece atenção porque não se trata de uma projeção. É um número de vendas efetivamente registradas no período pesquisado.

Essa diferença entre os dois tipos de indicador é importante para compreender o momento do setor.

A intenção de compra mostra o que as famílias dizem que pretendem fazer.

As vendas mostram o que efetivamente aconteceu.

VGV supera R$ 550 milhões em maio

O desempenho comercial também aparece no volume financeiro.

O VGV dos empreendimentos considerados no levantamento passou de R$ 483 milhões em abril para R$ 553 milhões em maio de 2026.

O avanço ocorreu simultaneamente ao crescimento do número de unidades vendidas, mostrando uma expansão do mercado analisado tanto em quantidade quanto em volume financeiro.

Novamente, é importante destacar que o indicador corresponde ao recorte da pesquisa da Ademi-BA, e não ao volume de todas as transações imobiliárias realizadas nos 417 municípios do estado.

Imóveis compactos ganham espaço

O comportamento do comprador também ajuda a explicar parte dos resultados.

Segundo os dados divulgados pela Ademi-BA, os imóveis compactos responderam por 63% das unidades comercializadas em Salvador em maio de 2026.

Os imóveis de médio padrão representaram 36% das vendas.

O desempenho dos compactos também aparece no volume financeiro dos lançamentos: eles representaram 64% do VGV lançado no período, de acordo com a divulgação da entidade.

O movimento reforça a importância de produtos imobiliários adaptados a diferentes perfis de compradores, especialmente em mercados urbanos nos quais localização e preço têm peso significativo na decisão.

Estoque menor muda a estratégia das incorporadoras

Outro indicador que merece atenção é o estoque de imóveis disponíveis.

Salvador encerrou maio de 2026 com 3.412 unidades em estoque, segundo o levantamento divulgado pela Ademi-BA.

A redução do estoque pode influenciar diretamente o planejamento das incorporadoras.

Quando determinadas categorias de imóveis apresentam vendas mais rápidas, as empresas precisam avaliar cuidadosamente o momento de novos lançamentos, o tamanho dos empreendimentos e o perfil do produto.

Para o corretor de imóveis, o estoque também é uma informação comercial importante.

Um mercado com menor disponibilidade pode exigir maior atenção às oportunidades que ainda estão abertas, aos lançamentos futuros e aos imóveis usados que competem diretamente com os novos empreendimentos.

Turismo amplia o número de oportunidades imobiliárias

A força do turismo cria uma característica particular para a Bahia.

Além do mercado tradicional de moradia, o estado possui demanda relacionada a:

segunda residência;

locação por temporada;

empreendimentos turísticos;

condomínios de lazer;

hotéis e resorts;

imóveis de alto padrão.

Mas é importante não transformar crescimento do turismo automaticamente em valorização imobiliária.

A relação existe, mas precisa ser analisada localmente.

Uma cidade turística pode apresentar crescimento de visitantes e, ainda assim, determinados bairros terem comportamento imobiliário diferente de outras regiões.

Por isso, a análise precisa considerar localização, oferta, infraestrutura, legislação urbana, perfil do visitante e comportamento da demanda.

O PIB coloca a Bahia entre as maiores economias estaduais

Outro dado estrutural importante é o tamanho da economia baiana.

Segundo o IBGE, o PIB da Bahia foi de R$ 430,988 bilhões em 2023, em valores correntes. Esse é o dado estadual mais recente disponibilizado na tabela de PIB das Unidades da Federação.

É importante observar a data: o número é de 2023, e não representa o PIB de 2026.

Essa informação será atualizada quando o IBGE disponibilizar dados estaduais mais recentes.

Essa transparência é fundamental porque um número antigo pode continuar sendo o dado oficial mais recente disponível, mas não deve ser apresentado como se fosse atual.

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O que os números dizem para o corretor de imóveis?

Para o profissional que atua na Bahia, os indicadores apontam para um mercado que precisa ser analisado de maneira cada vez mais segmentada.

Salvador apresenta forte atividade nas vendas de imóveis novos.

O turismo cria oportunidades adicionais em diferentes municípios do litoral.

O agronegócio movimenta cidades do oeste baiano.

A Região Metropolitana possui dinâmica própria.

E cidades médias apresentam mercados que não podem ser simplesmente comparados com a capital.

Isso significa que não existe um único “mercado imobiliário da Bahia”.

Existem diversos mercados imobiliários dentro do mesmo estado.

Essa talvez seja uma das principais conclusões desta análise.

Para incorporadoras, os dados indicam espaço para produtos diferentes

Os resultados de Salvador também mostram que o consumidor não está concentrado em um único perfil de imóvel.

A participação expressiva dos compactos indica uma demanda relevante por produtos com características específicas de preço, localização e funcionalidade.

Ao mesmo tempo, o mercado de médio e alto padrão continua tendo espaço em determinados bairros e regiões.

Para as incorporadoras, isso reforça a necessidade de estudar profundamente o público antes de definir o produto.

Bahia entra no segundo semestre de 2026 com economia e turismo em expansão

Os números mais recentes reforçam a importância de analisar o mercado imobiliário baiano a partir de diferentes indicadores.

No campo econômico, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) informa que a economia baiana cresceu 2,7% em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o PIB estadual avançou 0,4% em relação ao trimestre anterior.

Já o IBGE registra que o PIB da Bahia foi de R$ 430,988 bilhões em 2023, último valor anual das Unidades da Federação disponível na tabela do instituto. É importante destacar que R$ 430,988 bilhões é um dado de 2023 e não deve ser apresentado como o PIB atual de 2026.

Essa diferença entre valor absoluto do PIB e crescimento mais recente da economia é importante para quem acompanha o mercado.

Turismo amplia a circulação de pessoas e fortalece a economia

O turismo é outro componente relevante para compreender a dinâmica imobiliária da Bahia.

Segundo a Setur-BA, nos cinco primeiros meses de 2026, os aeroportos baianos registraram 4,9 milhões de passageiros em voos domésticos, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025.

Nos voos internacionais, foram 295,8 mil passageiros estrangeiros nos aeroportos do estado entre janeiro e maio de 2026, crescimento de 16,4% na comparação anual.

Aqui vale uma observação fundamental para a leitura dos dados:

passageiros de aeroportos não são sinônimo de turistas.

O indicador mede movimentação aeroportuária e pode incluir diferentes tipos de viajantes. Por isso, não devemos transformar esses 4,9 milhões de passageiros em “4,9 milhões de turistas”.

Essa distinção é exatamente o tipo de cuidado necessário em uma análise imobiliária baseada em números.

Bahia registra crescimento de turistas internacionais

Quando o indicador utilizado é especificamente o de turistas internacionais, o número é diferente.

Em 2025, a Bahia recebeu 211.539 turistas estrangeiros, alta de 47,3% sobre 2024, segundo dados divulgados pela Setur-BA com base em informações do Ministério do Turismo, Embratur e Polícia Federal.

Já no primeiro trimestre de 2026, 84,8 mil estrangeiros desembarcaram no estado, crescimento de 24,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

São indicadores diferentes e, por isso, não devem ser somados ou comparados como se representassem exatamente a mesma coisa.

Salvador mantém papel central

Salvador continua sendo o principal centro urbano e imobiliário do estado.

A capital tinha 2.564.204 habitantes na estimativa populacional de 2025, contra 2.417.678 pessoas no Censo 2022, segundo o IBGE.

A cidade também concentra importante infraestrutura turística e aeroportuária.

Nos primeiros quatro meses de 2026, a ocupação hoteleira média de Salvador chegou a 71,5%, segundo a Setur-BA, que classificou o resultado como uma marca histórica.

Para o mercado imobiliário, esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que Salvador possui demanda diversificada, envolvendo moradia, investimento, imóveis compactos, segunda residência, locação e empreendimentos voltados ao turismo.

Porto Seguro, Ilhéus e outros destinos ampliam o mapa de oportunidades

A força turística da Bahia também impede que a análise imobiliária fique restrita à capital.

Porto Seguro e Ilhéus, por exemplo, aparecem entre os principais terminais aeroportuários do estado.

No primeiro quadrimestre de 2026, a movimentação de passageiros cresceu 19,8% em Porto Seguro e 15,5% em Ilhéus, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Vitória da Conquista apresentou alta ainda maior, de 51%.

Isso não significa automaticamente que todos esses mercados estejam registrando a mesma valorização imobiliária.

O que os números permitem afirmar é que existe crescimento de circulação e conectividade, fatores que podem favorecer determinadas atividades econômicas e, dependendo das condições locais, criar oportunidades para o setor imobiliário.

Turismo também movimenta emprego e renda

Os efeitos do turismo ultrapassam hotéis e restaurantes.

Segundo dados divulgados pelo Governo da Bahia com base no Caged, o setor de turismo incorporou 5.677 postos de trabalho com carteira assinada em 2025.

A expansão da atividade turística pode produzir efeitos indiretos sobre diferentes segmentos da economia local, inclusive sobre serviços, comércio, construção e mercado imobiliário.

Mas novamente é importante separar correlação de causalidade.

Não seria correto afirmar que cada novo emprego gerado pelo turismo resulta diretamente em uma venda de imóvel.

O que os indicadores mostram é um ambiente econômico no qual diferentes atividades podem se beneficiar da expansão do turismo.

O que os números mostram para o mercado imobiliário baiano

Ao reunir os indicadores confirmados nesta pesquisa, surge um cenário bastante claro.

A Bahia possui:

14.870.907 habitantes, na estimativa populacional de 2025;

R$ 430,988 bilhões de PIB em 2023, último valor anual estadual disponível no IBGE;

crescimento de 2,7% da economia em 2025;

crescimento de 0,4% no primeiro trimestre de 2026;

6,6% de crescimento das atividades turísticas em 2025;

4,9 milhões de passageiros domésticos nos aeroportos baianos entre janeiro e maio de 2026;

295,8 mil passageiros internacionais no mesmo período;

e 211.539 turistas internacionais recebidos em 2025.

No mercado imobiliário de Salvador, o levantamento da Ademi-BA referente a maio de 2026 apontou 721 unidades residenciais comercializadas, VGV de R$ 553 milhões e estoque de 3.412 unidades.

Esses últimos indicadores, porém, representam o recorte da pesquisa imobiliária divulgada pela Ademi-BA, e não todo o mercado imobiliário dos 417 municípios da Bahia.

A principal oportunidade está na leitura regional

Talvez essa seja a principal conclusão desta matéria.

Não existe um único mercado imobiliário baiano.

Existe o mercado de Salvador, com sua característica urbana e verticalizada.

Existe a Região Metropolitana, com dinâmica própria de expansão e habitação.

Existem os mercados turísticos de Porto Seguro, Ilhéus, Mata de São João e outros destinos.

Existem cidades do interior impulsionadas pelo comércio, serviços e indústria.

E existe o oeste baiano, onde a força do agronegócio produz uma dinâmica econômica diferente daquela encontrada no litoral.

Para o corretor de imóveis, isso significa que conhecer apenas os preços dos imóveis não é suficiente.

É preciso compreender:

população + economia + infraestrutura + turismo + emprego + oferta + demanda + crédito + perfil do comprador.

É essa combinação que transforma números isolados em inteligência de mercado.

Perspectivas para o segundo semestre de 2026

Os indicadores disponíveis até agora apontam para um mercado que continua apresentando oportunidades, mas que exige análise cada vez mais específica.

Em Salvador, a combinação de crescimento das vendas, redução do estoque e participação relevante dos imóveis compactos merece atenção.

No turismo, o aumento da circulação aeroportuária e dos desembarques internacionais amplia a importância econômica de diferentes destinos baianos.

Na economia, o crescimento registrado em 2025 e a expansão no início de 2026 formam um ambiente de atividade ainda positiva.

Isso não significa que todos os segmentos imobiliários terão o mesmo desempenho.

O cenário reforça justamente a necessidade de especialização regional e por nicho.

Conclusão

O Mercado Imobiliário da Bahia apresenta um dos cenários mais diversificados do Nordeste.

A dimensão populacional do estado, a força econômica, o turismo, a conectividade aérea e a presença de diferentes polos urbanos criam oportunidades que vão muito além da capital.

Salvador aparece como principal referência nos dados imobiliários recentes analisados nesta matéria, mas cidades turísticas, polos regionais e áreas ligadas ao agronegócio também merecem atenção.

Para o profissional imobiliário, o grande diferencial está em transformar esses indicadores em conhecimento comercial.

Quem entende os números consegue enxergar o mercado antes de olhar apenas para o imóvel.

Análise Editorial Broker News BR

Os dados analisados mostram uma Bahia economicamente diversificada e com diferentes motores capazes de influenciar o mercado imobiliário.

O ponto que merece maior atenção é a necessidade de evitar generalizações.

Um crescimento registrado em Salvador não representa automaticamente o desempenho de todo o estado. Da mesma forma, crescimento do turismo não significa necessariamente valorização imobiliária em todos os destinos.

Por isso, a Broker News BR optou nesta reportagem por separar claramente dados estaduais, indicadores de Salvador, atividade turística, movimentação aeroportuária e indicadores específicos do mercado imobiliário.

Essa distinção é essencial para transformar uma coleção de números em informação realmente útil para quem trabalha no setor.

Produção Editorial Broker News BR

Produção Editorial Broker News BR. Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.

Nota metodológica: os indicadores apresentados possuem diferentes períodos de referência e metodologias. Os dados foram identificados de acordo com a data e a definição utilizadas pelas respectivas fontes. Indicadores de passageiros, turistas, atividade turística, intenção de compra e vendas imobiliárias não foram tratados como equivalentes.

Fontes

IBGE — Bahia: população e indicadores estaduais

IBGE — PIB das Unidades da Federação

SEI Bahia — PIB Estadual Trimestral

SEI Bahia — Boletim de Análise Conjuntural do Turismo

Secretaria de Turismo da Bahia — movimentação de aeroportos e turismo

Secretaria de Turismo da Bahia — turismo internacional

Ademi-BA — indicadores do mercado imobiliário de Salvador, maio de 2026, conforme divulgação da entidade e cobertura dos resultados.

Foto de Camille Assis

Por Camille Assis

Editor/Fundador Site de Notícias Broker News BR
CoFundador Empresa Gráfica Broker Art & Design
Criação | Impressão | Personalização

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