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Mercado Imobiliário da Paraíba em Números

Mercado Imobiliário da Paraíba em Números

João Pessoa lidera valorização e vendas, enquanto população, locação e novos financiamentos ajudam a redesenhar o mercado imobiliário paraibano

Por Broker News BR | Mercado Imobiliário em Números

A Paraíba entrou em 2026 com um mercado imobiliário que merece atenção. Os indicadores mais recentes mostram uma combinação importante para o setor: crescimento populacional, valorização dos imóveis residenciais, avanço dos preços dos aluguéis, forte movimentação nas vendas e expansão do crédito habitacional.

Embora João Pessoa concentre boa parte dos indicadores disponíveis, os números ajudam a compreender um movimento que ultrapassa os limites da capital. Cabedelo também aparece com destaque nas estatísticas de comercialização, enquanto Campina Grande mantém sua importância como segundo grande polo urbano e econômico do estado.

O cenário, entretanto, precisa ser analisado com cuidado. Não existe uma única base estatística capaz de medir todo o mercado imobiliário paraibano. O Índice FipeZAP acompanha preços de imóveis anunciados em João Pessoa, enquanto o Índice CRECI 360º, do CRECI-PB, apresenta dados de vendas de João Pessoa e Cabedelo. Já os números de população, renda e habitação permitem observar o ambiente econômico e demográfico no qual esse mercado está inserido.

É justamente a combinação dessas informações que permite enxergar o tamanho e a direção do mercado imobiliário da Paraíba.

Paraíba já supera 4,1 milhões de habitantes

O primeiro número importante para entender o mercado imobiliário é a população.

Segundo o IBGE, a Paraíba tinha 3.974.687 habitantes no Censo 2022. A estimativa mais recente disponível para 2025 aponta uma população de 4.164.468 pessoas.

Isso representa um acréscimo estimado de aproximadamente 189,8 mil habitantes entre o Censo de 2022 e a estimativa de 2025.

Para o mercado imobiliário, crescimento populacional não significa automaticamente aumento proporcional das vendas. Mas cria uma base potencial maior de demanda por moradia, locação, imóveis para investimento e novos empreendimentos.

O crescimento também acontece de maneira concentrada nos principais centros urbanos.

João Pessoa, capital e principal mercado imobiliário do estado, tinha 833.932 habitantes no Censo 2022 e chegou a uma estimativa de 897.633 habitantes em 2025.

Campina Grande, segundo maior polo urbano paraibano, tinha 419.379 habitantes no Censo 2022 e uma população estimada em 443.911 habitantes em 2025.

Somadas, as duas cidades representam mais de 1,34 milhão de habitantes, embora o mercado imobiliário de cada uma apresente características próprias.

João Pessoa concentra o principal indicador de preços

Quando o assunto é preço dos imóveis residenciais, João Pessoa aparece entre os mercados mais valorizados do Nordeste.

De acordo com o Índice FipeZAP, o preço médio anunciado de venda de imóveis residenciais na capital paraibana encerrou 2025 em R$ 7.970 por metro quadrado.

Durante o ano, o preço médio acumulou valorização de 15,15%. O resultado colocou João Pessoa entre as capitais brasileiras com maior valorização imobiliária em 2025.

A valorização foi significativamente superior à inflação registrada no período.

O comportamento ganhou ainda mais relevância porque não se tratou apenas de um movimento pontual de um determinado mês. O índice registrou crescimento acumulado durante o ano, levando o preço médio anunciado de venda para próximo de R$ 8 mil por metro quadrado.

Em fevereiro de 2026, entretanto, o mercado apresentou uma acomodação no indicador.

O FipeZAP registrou preço médio de R$ 7.965/m², com variação de -0,29% no mês e de -0,26% no acumulado de 2026 até fevereiro. Na comparação de 12 meses, porém, a valorização permanecia em 10,68%.

Esse comportamento é importante para a leitura do mercado.

Uma pequena queda mensal não significa necessariamente reversão da tendência. O indicador de 12 meses continuava positivo em dois dígitos, mostrando que o patamar de preços permanecia significativamente acima do registrado um ano antes.

João Pessoa terminou 2025 entre as capitais que mais valorizaram

O desempenho de João Pessoa chama atenção quando comparado com o conjunto das capitais monitoradas pelo FipeZAP.

Enquanto o índice nacional acumulou 6,52% de valorização em 2025, João Pessoa avançou 15,15%.

A diferença mostra que a capital paraibana teve uma trajetória de preços muito acima da média nacional.

O resultado também coloca João Pessoa ao lado de mercados que apresentaram fortes altas no Nordeste.

Salvador encerrou 2025 com valorização de 16,25%, enquanto João Pessoa registrou 15,15%. Vitória apresentou alta de 15,13%.

O dado não significa que todas as regiões ou todos os imóveis da capital tenham apresentado a mesma valorização. O FipeZAP é um índice baseado em anúncios de imóveis residenciais e, portanto, representa o comportamento médio da amostra acompanhada.

Ainda assim, o número é relevante para corretores, incorporadoras e investidores porque demonstra a força do mercado de preços da capital paraibana.

O aluguel também está subindo

O movimento não está restrito ao mercado de compra e venda.

O mercado de locação residencial também apresentou valorização expressiva em João Pessoa.

Segundo o FipeZAP, o preço médio anunciado do aluguel residencial na capital chegou a R$ 49,75 por metro quadrado em fevereiro de 2026. O indicador acumulava alta de 2,52% no ano e de 12,64% em 12 meses.

No encerramento de 2025, o preço médio estava em R$ 47,64/m², com valorização acumulada de 15,31% naquele ano.

O comportamento do aluguel ajuda a explicar por que o mercado de locação ganhou importância dentro do cenário imobiliário da capital.

Para o proprietário, a valorização das locações pode melhorar a receita potencial do imóvel. Para o investidor, o aluguel passa a ser um componente importante na análise de retorno. Para o inquilino, por outro lado, significa uma pressão maior sobre o orçamento destinado à moradia.

Em fevereiro de 2026, o FipeZAP apontava rental yield de 6,84% ao ano para João Pessoa.

É importante destacar que esse indicador representa uma estimativa baseada nos preços anunciados de venda e locação e não equivale necessariamente ao retorno líquido efetivamente obtido por cada proprietário.

Mercado de vendas teve forte expansão em 2025

Se os preços mostram um mercado valorizado, os números do CRECI-PB ajudam a observar outro componente fundamental: a quantidade de negócios.

O Índice CRECI 360º, criado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba, acompanha inicialmente João Pessoa e Cabedelo e foi desenvolvido justamente para oferecer informações locais sobre o comportamento do mercado. O levantamento contempla indicadores como valores, tipologias, regiões e tendências de valorização.

De acordo com os dados apresentados pelo CRECI-PB em 2026, João Pessoa e Cabedelo registraram crescimento acumulado de 87,5% no número de unidades vendidas em 2025, na comparação com o ano anterior.

É um dos números mais expressivos encontrados na leitura recente do mercado imobiliário paraibano.

O indicador precisa, entretanto, ser interpretado dentro de sua abrangência. Ele não representa todas as vendas realizadas em todos os municípios da Paraíba. O levantamento citado concentra-se em João Pessoa e Cabedelo.

Mesmo com essa ressalva, o resultado demonstra a intensidade da movimentação nos dois mercados.

Dezembro foi o mês mais forte de 2025

O comportamento mensal também merece atenção.

Em dezembro de 2025, João Pessoa e Cabedelo registraram 915 unidades vendidas, segundo o Índice CRECI 360º.

O resultado representou crescimento de 88,7% em relação a novembro e foi apontado pelo levantamento como o melhor desempenho mensal daquele ano.

O valor dos imóveis vendidos nas duas cidades também apresentou crescimento.

Segundo os dados divulgados pelo CRECI-PB, o valor dos imóveis vendidos em dezembro ficou 30% acima do registrado no ano anterior, enquanto o valor movimentado em dezembro cresceu 54,6% em relação a novembro.

Os números mostram que o mercado não estava apenas sustentando preços mais elevados. Havia também uma movimentação significativa de unidades comercializadas.

Essa combinação é particularmente importante para a cadeia imobiliária.

Para incorporadoras, um mercado com vendas mais fortes melhora a velocidade de comercialização dos empreendimentos. Para imobiliárias e corretores, aumenta o fluxo potencial de negócios. Para fornecedores da construção, amplia a demanda associada aos novos empreendimentos.

Primeiro trimestre de 2026 mostra acomodação, mas mantém volume relevante

O início de 2026 trouxe uma leitura um pouco diferente.

Nos três primeiros meses do ano, João Pessoa e Cabedelo registraram 1.308 imóveis comercializados, segundo o Índice CRECI 360º.

Foram 474 vendas em janeiro, 357 em fevereiro e 477 em março. Março foi o melhor mês do trimestre.

Apesar disso, o resultado ficou 13,8% abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2025, quando foram comercializadas 1.517 unidades.

Esse dado é importante porque impede uma interpretação simplista de que o mercado estaria crescendo de maneira contínua em todos os períodos.

O que os números mostram é algo mais interessante: depois de um 2025 muito forte, o mercado começou 2026 com volume expressivo de negócios, mas abaixo do primeiro trimestre do ano anterior.

É cedo para afirmar que existe uma mudança estrutural de tendência. O acompanhamento dos próximos trimestres será fundamental para determinar se essa redução representa apenas uma acomodação ou o início de um ritmo diferente de comercialização.

A habitação popular continua sendo uma força importante

Outro componente fundamental do mercado imobiliário paraibano é o segmento de habitação de interesse social e de renda média.

Os dados do Minha Casa, Minha Vida mostram que existe uma demanda habitacional muito maior do que aquela observada apenas nos bairros de maior renda de João Pessoa.

Segundo balanço divulgado pelo Governo Federal, a Paraíba encerrou 2024 com mais de 39 mil contratações de unidades do Minha Casa, Minha Vida desde a retomada do programa em 2023.

Em fevereiro de 2025, a CAIXA informava que possuía 27 empreendimentos contratados pelo Novo Minha Casa, Minha Vida na Paraíba, totalizando 4.092 novas unidades habitacionais a serem construídas no estado.

Em abril de 2025, o banco atualizou esse número para 30 empreendimentos e 4.393 novas unidades contratadas desde a retomada do programa.

Os números não devem ser somados entre si, porque representam momentos diferentes e bases específicas de acompanhamento. Eles, porém, ajudam a demonstrar a presença do programa na estrutura habitacional do estado.

O MCMV também alcança áreas rurais.

Em outubro de 2025, a CAIXA informou que havia contratado 1.120 unidades habitacionais rurais somente naquele ano, com investimentos superiores a R$ 84 milhões na Paraíba.

Isso amplia a visão sobre o mercado imobiliário paraibano.

O setor não é formado apenas por apartamentos de alto padrão, empreendimentos compactos ou imóveis próximos ao litoral. Existe uma cadeia muito maior envolvendo habitação popular, moradia rural, imóveis de entrada, classe média, alto padrão e mercado de locação.

Renda ajuda a explicar os diferentes mercados dentro do estado

O mercado imobiliário também precisa ser analisado a partir da renda das famílias.

Segundo o IBGE, o rendimento nominal mensal domiciliar per capita da Paraíba foi de R$ 1.543 em 2025.

Esse indicador é importante porque demonstra que a realidade de consumo imobiliário do estado é bastante heterogênea.

De um lado, João Pessoa apresenta preços residenciais próximos de R$ 8 mil por metro quadrado e forte valorização acumulada.

De outro, uma parcela significativa da população depende de financiamento subsidiado, programas habitacionais e imóveis de entrada.

É por isso que não existe um único “mercado imobiliário da Paraíba”.

Existem diferentes mercados funcionando simultaneamente.

O mercado de alto padrão possui dinâmica própria. O segmento de médio padrão responde a outra estrutura de renda e financiamento. A habitação popular depende mais fortemente das políticas de crédito e subsídio. A locação responde às condições de renda, mobilidade populacional e oferta de imóveis.

Para corretores e imobiliárias, essa divisão é estratégica.

Conhecer apenas o preço médio da cidade não é suficiente para entender o comportamento do consumidor.

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João Pessoa continua sendo o grande centro do mercado

Os números disponíveis mostram uma concentração clara da atividade imobiliária na capital.

João Pessoa combina uma população estimada de 897.633 habitantes em 2025, forte valorização dos imóveis, mercado de locação em alta e presença relevante de empreendimentos residenciais.

O mercado da capital também possui uma característica que merece atenção: a verticalização.

A disponibilidade limitada de áreas bem localizadas, a expansão urbana e a procura por imóveis próximos a serviços, comércio, praias e infraestrutura ajudam a formar um mercado no qual diferentes regiões apresentam comportamentos muito distintos.

O próprio FipeZAP trabalha com uma amostra de milhares de anúncios para acompanhar João Pessoa. Em fevereiro de 2026, a amostra utilizada no índice de venda chegou a 23.254 anúncios.

Isso não significa que 23.254 imóveis tenham sido vendidos. Trata-se da quantidade de anúncios utilizada na composição do indicador.

A diferença é fundamental para uma leitura jornalística correta.

Cabedelo ganha importância dentro do eixo imobiliário

Cabedelo aparece de maneira recorrente nos indicadores mais recentes porque participa diretamente do principal eixo de expansão imobiliária da Grande João Pessoa.

O CRECI-PB passou a acompanhar conjuntamente João Pessoa e Cabedelo justamente porque as duas cidades apresentam uma forte integração no mercado imobiliário.

A leitura dos dados de vendas reforça essa importância.

O crescimento de 87,5% nas unidades comercializadas em 2025, considerando as duas cidades conjuntamente, mostra que o mercado da região metropolitana não pode ser analisado exclusivamente pelo comportamento da capital.

Para incorporadoras, isso amplia a possibilidade de desenvolvimento de novos projetos em áreas que passaram a integrar de maneira mais intensa o circuito residencial e de investimentos.

Para corretores, significa também um mercado mais amplo de atuação.

Campina Grande representa outro eixo de demanda

Se João Pessoa e Cabedelo concentram grande parte dos indicadores imobiliários disponíveis, Campina Grande representa outro importante centro de demanda.

A cidade tinha 443.911 habitantes estimados em 2025, segundo o IBGE.

O município também apresentava PIB per capita de R$ 30.780,61 em 2023, de acordo com o IBGE.

Isso não significa que Campina Grande tenha o mesmo comportamento imobiliário de João Pessoa. Pelo contrário.

A economia, o perfil de ocupação urbana, a presença de universidades, comércio, serviços e atividades empresariais produzem uma dinâmica própria.

O problema para uma análise estadual é justamente a falta de uma base única, pública e periódica que reúna vendas, lançamentos, estoque e preços de todos os principais municípios paraibanos.

Por isso, é necessário evitar extrapolações.

Os dados de João Pessoa não podem ser apresentados como se fossem automaticamente os dados de toda a Paraíba.

O que os números revelam sobre o mercado paraibano

Quando os indicadores são colocados lado a lado, surge um cenário bastante claro.

A Paraíba possui uma população estimada em mais de 4,16 milhões de habitantes. João Pessoa se aproxima de 900 mil habitantes, enquanto Campina Grande supera 440 mil.

Na capital, o preço médio anunciado de venda chegou a R$ 7.970/m² no final de 2025, depois de uma valorização de 15,15% durante o ano.

Em fevereiro de 2026, mesmo com uma pequena queda mensal, o preço médio permanecia em R$ 7.965/m², com alta de 10,68% em 12 meses.

No aluguel, João Pessoa encerrou 2025 com preço médio de R$ 47,64/m² e alta de 15,31%. Em fevereiro de 2026, chegou a R$ 49,75/m², com valorização de 12,64% em 12 meses.

No mercado de vendas, João Pessoa e Cabedelo registraram 87,5% de crescimento no número de unidades comercializadas em 2025, segundo o CRECI-PB.

E o primeiro trimestre de 2026 terminou com 1.308 unidades vendidas nas duas cidades, ainda que abaixo do mesmo período de 2025.

Ao mesmo tempo, o Minha Casa, Minha Vida mantém forte presença no estado, mostrando que a demanda habitacional paraibana atravessa diferentes faixas de renda.

O mercado imobiliário da Paraíba está aquecido?

Os dados permitem afirmar que os principais indicadores disponíveis apontam para um mercado imobiliário relevante e valorizado, especialmente em João Pessoa e no eixo João Pessoa–Cabedelo.

Mas é preciso evitar a expressão “boom” como uma conclusão geral para todo o estado.

O que está comprovado pelos números é que João Pessoa apresentou forte valorização dos preços em 2025, crescimento expressivo dos valores de locação e um aumento muito significativo nas vendas de João Pessoa e Cabedelo no mesmo período.

Ao mesmo tempo, os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que o mercado pode estar entrando em uma fase de acomodação nas vendas, depois do desempenho excepcional observado em 2025.

Essa diferença entre preço e volume de vendas é um dos pontos que merecem maior atenção nos próximos meses.

Um mercado pode continuar valorizando enquanto o número de transações diminui.

Isso pode ocorrer por diversos fatores, como preço dos imóveis, condições de financiamento, renda, estoque, perfil dos compradores e disponibilidade de crédito.

Por isso, acompanhar apenas o preço do metro quadrado não é suficiente.

O que corretores e imobiliárias precisam observar

Para os profissionais do mercado imobiliário, os números da Paraíba deixam algumas tendências importantes.

A primeira é a necessidade de acompanhar a diferença entre preço e liquidez.

Um imóvel pode estar em uma região valorizada e, ainda assim, apresentar maior tempo de comercialização dependendo do preço pedido e do perfil do comprador.

A segunda é a importância crescente do mercado de locação.

Com os aluguéis registrando alta superior a 12% em 12 meses em João Pessoa, o segmento de locação continua relevante tanto para proprietários quanto para investidores.

A terceira é a necessidade de segmentação.

O comprador de alto padrão não responde aos mesmos estímulos do comprador de primeiro imóvel. Da mesma forma, o consumidor atendido pelo Minha Casa, Minha Vida possui uma estrutura de financiamento completamente diferente.

A quarta é a expansão territorial do mercado.

João Pessoa continua sendo o principal centro, mas Cabedelo ganhou relevância e Campina Grande mantém uma escala populacional e econômica que justifica acompanhamento próprio.

Para o corretor, isso significa que conhecimento territorial passa a ser tão importante quanto conhecimento do produto.

Análise Editorial Broker News BR

Os números disponíveis revelam um mercado imobiliário paraibano em transformação.

João Pessoa terminou 2025 com uma valorização de 15,15% nos preços residenciais, enquanto o mercado nacional monitorado pelo FipeZAP avançou 6,52%. Ao mesmo tempo, os aluguéis subiram 15,31% durante o ano na capital.

O dado mais expressivo, porém, talvez esteja no comportamento das vendas de João Pessoa e Cabedelo: 87,5% de crescimento no número de unidades comercializadas em 2025, segundo o Índice CRECI 360º.

O primeiro trimestre de 2026 recomenda cautela na interpretação. As 1.308 unidades comercializadas ficaram 13,8% abaixo do mesmo período de 2025. Isso não caracteriza, por si só, uma reversão do mercado, mas indica que a velocidade de comercialização merece acompanhamento.

A leitura mais segura, portanto, é que a Paraíba possui um mercado imobiliário forte, valorizado e em processo de transformação, com João Pessoa como principal polo e Cabedelo como parte importante desse eixo.

Também é um mercado que apresenta diferentes realidades simultaneamente: alto padrão, médio padrão, habitação popular, locação, segunda moradia e imóveis destinados ao investimento.

E esse talvez seja o principal número que o mercado precisa entender: não existe um único mercado imobiliário paraibano. Existem vários mercados dentro do mesmo estado.

Conclusão

A Paraíba chega a 2026 com fundamentos que ajudam a explicar a relevância crescente de seu mercado imobiliário.

O estado ultrapassou a marca estimada de 4,16 milhões de habitantes, João Pessoa se aproxima de 900 mil, e Campina Grande supera 443 mil habitantes.

Na capital, os preços residenciais encerraram 2025 com valorização de 15,15%, enquanto os aluguéis avançaram 15,31%.

João Pessoa e Cabedelo, por sua vez, registraram crescimento de 87,5% nas unidades vendidas em 2025, segundo o CRECI-PB.

O início de 2026 apresentou uma redução no volume de vendas em relação ao primeiro trimestre de 2025, mas manteve mais de 1,3 mil negócios registrados nas duas cidades.

Ao mesmo tempo, a presença do Minha Casa, Minha Vida mostra que a demanda habitacional não se limita aos segmentos de maior renda.

O cenário, portanto, é de um mercado que merece acompanhamento permanente.

Mais do que observar simplesmente o preço do metro quadrado, será necessário acompanhar vendas, lançamentos, estoque, crédito, renda, locação e crescimento populacional.

É essa combinação de indicadores que permitirá entender para onde caminha o mercado imobiliário da Paraíba nos próximos anos.

Produção Editorial Broker News BR

Esta matéria integra a série Mercado Imobiliário em Números, produzida pela Broker News BR com foco em informações que possam auxiliar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras, investidores e demais profissionais da cadeia imobiliária.

Os dados foram confrontados, sempre que possível, com fontes oficiais e instituições responsáveis pela produção dos indicadores. Quando um indicador possui abrangência limitada — como os dados do CRECI 360º, concentrados em João Pessoa e Cabedelo — essa limitação foi explicitada para evitar que números locais sejam apresentados como se representassem automaticamente todo o estado.

Crédito Editorial: A Broker News BR investe em pesquisa, apuração e organização de informações para produzir conteúdo confiável para o mercado imobiliário. Se esta matéria contribuir para seu trabalho jornalístico, acadêmico ou editorial, considere citar a Broker News BR como uma das fontes consultadas.

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Por Camille Assis

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