Empreendimento previsto para a Rua Jornalista Rogério Coelho Neto terá dois blocos residenciais, cerca de 700 apartamentos e quatro lojas; projeto está inserido no processo de revitalização e adensamento da região central
O Centro de Niterói está passando por uma transformação que começa a aparecer não apenas nas ruas, mas também nos números do mercado imobiliário. Entre novos empreendimentos, requalificação de imóveis e mudanças no uso de áreas que durante anos permaneceram subutilizadas, a região começa a recuperar uma função que a cidade havia perdido gradualmente: a de ser também um lugar para morar.
Nesse movimento, um novo empreendimento residencial chama atenção pelo tamanho. Um projeto previsto para a Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, nº 250, no Centro, prevê aproximadamente 700 unidades habitacionais distribuídas em dois blocos, além de lojas no térreo. O empreendimento está sendo analisado dentro do processo de revitalização urbana da região e teve seu Estudo de Impacto de Vizinhança submetido à análise municipal.
O projeto está localizado em uma área próxima ao Terminal Rodoviário João Goulart, ao Caminho Niemeyer e ao entorno do Mercado São Pedro, em uma região que vem recebendo novos empreendimentos residenciais e investimentos públicos e privados.
Mais do que a quantidade de apartamentos, entretanto, o projeto chama atenção por representar uma das principais características da transformação que Niterói está tentando promover no Centro: levar novamente moradores para uma região que concentra empregos, comércio, serviços e infraestrutura urbana, mas que durante muito tempo apresentou baixa ocupação residencial.
Um empreendimento de grande porte em uma área que começa a ser repovoada
O Estudo de Impacto de Vizinhança disponibilizado pela Secretaria Municipal de Urbanismo de Niterói identifica o endereço como Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, lote 19A, nº 250, no Centro, e registra que o empreendimento será um grupamento residencial coletivo.
O documento descreve a área como parte de uma expansão do Centro originada pelo Aterro da Praia Grande, que apresentava subutilização e menor movimentação de pedestres em comparação com outras áreas tradicionais do bairro.
A localização também aparece como um dos elementos importantes do projeto. O EIV destaca a proximidade com comércio, serviços e infraestrutura urbana já existente, além da relação do empreendimento com as diretrizes de planejamento municipal para a região central.
Essa característica é importante porque o projeto não está sendo pensado para criar uma nova centralidade distante da cidade.
A proposta está inserida em uma região que já possui infraestrutura, transporte coletivo, comércio e serviços.
A ideia é justamente aproximar novos moradores de uma estrutura urbana que já existe.
São cerca de 700 unidades em dois blocos
O projeto prevê dois blocos residenciais, com 329 unidades no primeiro e 371 no segundo, totalizando 700 apartamentos.
Cada bloco terá 23 pavimentos destinados às unidades residenciais, além de um pavimento adicional destinado às áreas de lazer. O empreendimento também prevê quatro lojas independentes no térreo.
A área do terreno é de aproximadamente 4,6 mil metros quadrados, enquanto a área total construída prevista chega a aproximadamente 39 mil metros quadrados, de acordo com as informações do projeto divulgadas após a aprovação do Estudo de Impacto de Vizinhança.
A estimativa apresentada no estudo é de aproximadamente 1.800 moradores fixos, além de uma população flutuante estimada em cerca de 80 pessoas.
São números que ajudam a dimensionar o impacto que um único empreendimento pode produzir sobre uma área que está justamente tentando aumentar sua densidade residencial.
Não se trata apenas de construir um prédio.
São centenas de novas famílias que poderão passar a utilizar diariamente as ruas, o transporte público, os estabelecimentos comerciais, os serviços e os equipamentos existentes no entorno.
O projeto está próximo de importantes pontos de mobilidade
A localização é um dos aspectos que tornam o empreendimento especialmente relevante para a discussão sobre o futuro do Centro.
A Rua Jornalista Rogério Coelho Neto está próxima ao Terminal Rodoviário João Goulart e de áreas com forte circulação de transporte coletivo. O empreendimento também fica nas proximidades do Caminho Niemeyer e do acesso à região das barcas.
Essa característica dialoga diretamente com a própria lógica do Minha Casa, Minha Vida.
O Ministério das Cidades afirma que o programa busca priorizar empreendimentos com melhor localização, próximos ao comércio, aos equipamentos públicos e ao transporte coletivo.
No caso de Niterói, a localização do projeto permite que a discussão sobre habitação popular e de interesse social esteja associada a uma área já integrada à estrutura urbana.
É uma diferença importante.
Uma coisa é construir moradias em uma região que ainda precisa receber infraestrutura básica para atender os novos moradores.
Outra é utilizar uma área central já dotada de serviços e transporte para receber novas famílias.
O Minha Casa, Minha Vida mudou de perfil ao longo dos anos
A presença do programa em uma área central também merece atenção.
O Minha Casa, Minha Vida não está restrito a grandes conjuntos habitacionais construídos em áreas periféricas. A política habitacional federal passou a dar maior importância à localização dos empreendimentos e à integração com a cidade.
Atualmente, o programa atende famílias urbanas com renda mensal de até R$ 13 mil, distribuídas em diferentes faixas. A Faixa 3, especificamente, atende famílias com renda bruta mensal de R$ 5.000,01 a R$ 9.600.
Na linha financiada do programa, famílias enquadradas na Faixa 3 podem adquirir imóveis de até R$ 400 mil, conforme as regras atualmente divulgadas pelo Ministério das Cidades.
Isso ajuda a entender por que a presença do MCMV em áreas centrais não deve ser automaticamente associada a um modelo único de habitação de baixa renda.
O programa atualmente alcança diferentes perfis de famílias.
E, no caso de um empreendimento localizado no Centro de Niterói, a combinação entre financiamento habitacional, localização e acesso à infraestrutura urbana pode produzir uma dinâmica diferente daquela observada em grandes conjuntos implantados em áreas mais afastadas.
A Prefeitura quer transformar o Centro em um novo vetor de crescimento
O empreendimento não aparece isoladamente.
A Prefeitura de Niterói vem conduzindo, desde 2020, uma política específica de revitalização da região central por meio do programa Reviver Centro.
Segundo dados divulgados pelo próprio município em setembro de 2026, os bairros do Centro, São Domingos e São Lourenço já acumulavam 7.730 licenciamentos para unidades habitacionais desde 2020.
A Prefeitura estabeleceu como meta que a região alcance 10 mil unidades habitacionais.
O número mostra a dimensão da estratégia.
Não se trata apenas de recuperar fachadas ou melhorar espaços públicos.
A proposta é alterar a dinâmica de ocupação da região, aumentando a presença de moradores e, consequentemente, criando condições para que comércio, serviços e atividades culturais encontrem novamente um público permanente.
Um centro urbano pode ter milhares de pessoas circulando durante o dia e, ainda assim, permanecer relativamente vazio à noite.
Esse foi um dos desafios enfrentados historicamente por diversas regiões centrais brasileiras.
Niterói está tentando atacar justamente essa questão.
O Centro concentra empregos, mas tinha pouca população residente
Um dado apresentado pela Prefeitura ajuda a explicar a estratégia.
Segundo estudo da Secretaria Municipal de Urbanismo citado pelo município, o Centro concentrava 41% dos empregos da cidade em 2024, mas apenas 5% dos domicílios ocupados.
Essa diferença cria uma situação bastante particular.
A região recebe trabalhadores durante o dia, mas uma parcela significativa dessas pessoas não mora ali.
Isso significa deslocamentos diários, pressão sobre transporte e perda de parte da atividade econômica potencial que uma população residente poderia gerar.
Quando moradores passam a viver próximos ao local de trabalho, comércio e serviços, a cidade pode ganhar uma dinâmica diferente.
O restaurante pode ter movimento também à noite.
A padaria passa a atender moradores logo cedo.
O comércio de bairro encontra clientes permanentes.
Serviços pessoais, farmácias, mercados e pequenos estabelecimentos passam a depender menos exclusivamente do fluxo de trabalhadores.
É essa transformação que o conceito de revitalização urbana procura produzir.
Habitação no Centro pode mudar a lógica de mobilidade
O novo empreendimento também pode ser analisado pelo ponto de vista da mobilidade.
A proximidade com terminal rodoviário, transporte coletivo e a região das barcas cria uma condição diferente daquela encontrada em empreendimentos implantados em áreas afastadas.
O morador não depende necessariamente do automóvel para todas as atividades.
Essa característica é particularmente relevante em uma cidade metropolitana como Niterói, integrada à dinâmica do Rio de Janeiro.
O próprio Estudo de Impacto de Vizinhança analisou os efeitos do empreendimento sobre o sistema viário e considerou a oferta de transporte público existente na região.
A presença de centenas de novas famílias, naturalmente, aumenta a demanda sobre a infraestrutura.
Mas existe uma diferença entre aumentar a população em uma região que já possui uma rede de transporte consolidada e criar um novo núcleo urbano que precisa ser conectado a essa rede.
Quatro lojas também fazem parte do projeto
Um detalhe que pode parecer pequeno diante das 700 unidades, mas é relevante para o desenho urbano, são as quatro lojas previstas no térreo.
A ideia de combinar moradia e atividade comercial no mesmo empreendimento acompanha uma tendência de urbanismo que busca evitar grandes fachadas completamente fechadas e criar maior interação entre edifício e rua.
No caso do Centro de Niterói, essa característica se conecta à política municipal de estimular a chamada fachada ativa e aumentar a circulação de pessoas.
O objetivo não é apenas colocar moradores dentro de um condomínio.
É fazer com que o edifício tenha alguma relação com o espaço público.
Essa integração pode ser especialmente importante em uma região que pretende recuperar movimento e atividade econômica.
O impacto não será apenas imobiliário
Um empreendimento de aproximadamente 700 unidades inevitavelmente produz efeitos que ultrapassam o mercado imobiliário.
Durante a construção, haverá circulação de trabalhadores, caminhões, máquinas e materiais.
O Estudo de Impacto de Vizinhança prevê medidas relacionadas ao gerenciamento de resíduos, controle de ruídos, redução de poeira e organização de operações de carga e descarga.
Também foram analisados possíveis impactos sobre trânsito, drenagem, abastecimento de água, esgotamento sanitário, energia elétrica e coleta de resíduos.
Esse tipo de análise é justamente uma das funções do EIV.
Antes de um empreendimento de maior porte avançar, o município precisa avaliar como a nova ocupação poderá interferir no ambiente urbano.
Por isso, a aprovação do EIV é uma etapa importante, mas não deve ser confundida com a conclusão de todo o processo de licenciamento da obra.
Essa diferença precisa ficar clara para quem acompanha o mercado.
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Ainda não é o momento de falar em entrega
Outro cuidado jornalístico importante é não tratar o projeto como se já estivesse em obras.
A documentação municipal confirma o processo de Estudo de Impacto de Vizinhança e sua análise, mas as informações mais recentes disponíveis indicam que ainda existem etapas de licenciamento antes do início efetivo da construção.
Também não há, na apuração realizada, uma data oficial confirmada para entrega das unidades.
Da mesma forma, não encontramos divulgação oficial consolidada do preço de venda dos apartamentos.
Por isso, a Broker News BR não vai publicar estimativa de preço, prazo de lançamento comercial ou previsão de entrega.
Essas informações poderão mudar e, enquanto não forem oficialmente divulgadas pelo empreendedor ou pelo município, não devem ser tratadas como fato.
E quem será o comprador?
Informações divulgadas localmente apontam o empreendimento como integrante do Minha Casa, Minha Vida, com enquadramento na Faixa 3.
Esse enquadramento coloca o projeto em uma faixa de renda que permite atender famílias que não necessariamente se enquadrariam nos modelos tradicionais de habitação social subsidiada.
O Ministério das Cidades estabelece atualmente a Faixa 3 para famílias com renda mensal bruta entre R$ 5.000,01 e R$ 9.600.
Mas ainda não há, na documentação pública consultada, uma tabela comercial definitiva informando preço das unidades, tamanhos de apartamentos, condições de lançamento ou disponibilidade de vendas.
Essa ausência é importante.
O fato de um empreendimento estar associado ao Minha Casa, Minha Vida não significa que todos os detalhes comerciais já estejam definidos.
A comercialização depende das etapas próprias do empreendimento e das condições estabelecidas pelo empreendedor e pelas instituições financeiras envolvidas.
O projeto pode ajudar a acelerar a transformação do Centro
A relevância imobiliária do empreendimento está justamente na escala.
Um projeto com 700 unidades não é uma intervenção pontual.
Ele acrescenta uma população potencial de aproximadamente 1.800 moradores a uma área que está sendo planejada para aumentar sua densidade residencial.
E esse movimento acontece em um momento em que o Centro de Niterói já apresenta forte expansão dos licenciamentos.
Segundo a Prefeitura, somente em 2025, 35% de todas as unidades habitacionais lançadas na cidade foram registradas no Centro.
O município também informou que as transações imobiliárias na região cresceram 37% em 2025 em comparação com 2024, e que o Centro já representa 15% das transações imobiliárias da cidade.
Esses números não significam que todos os novos empreendimentos serão automaticamente bem-sucedidos.
Mas mostram que a região está sendo novamente considerada pelo mercado.
A revitalização começa a criar uma nova leitura para investidores
Para o investidor imobiliário, o movimento merece atenção por outro motivo.
Durante anos, o Centro foi associado principalmente a comércio, serviços e atividades administrativas.
A transformação proposta pelo Reviver Centro procura adicionar uma camada residencial mais forte.
Quando novos moradores chegam, a demanda por imóveis para locação também pode aumentar.
Estudantes, trabalhadores, jovens casais e pessoas que priorizam mobilidade podem encontrar vantagem em morar próximos a transporte e serviços.
A Prefeitura de Niterói, inclusive, ampliou para 1.670 o número de estudantes beneficiários do programa Aluguel Universitário nos bairros de São Domingos, Centro e São Lourenço, segundo dados divulgados pelo município.
Isso não significa que o novo empreendimento tenha sido criado especificamente para atender esse público.
Mas demonstra que existe uma estratégia municipal de aumentar a presença de moradores e estudantes na região central.
O mercado imobiliário começa a olhar para o Centro de outra maneira
O caso de Niterói é interessante porque mostra uma tendência observada em outras cidades brasileiras: a tentativa de recuperar regiões centrais não apenas por meio de obras públicas, mas também pela criação de novos produtos imobiliários.
A lógica é relativamente simples.
Se existe infraestrutura pronta, transporte, comércio, serviços e empregos, pode ser mais eficiente trazer moradores para perto dessa estrutura do que continuar expandindo a ocupação urbana para áreas cada vez mais distantes.
Mas fazer isso exige mais do que construir apartamentos.
É necessário que a região tenha qualidade urbana.
Calçadas adequadas, segurança, iluminação, espaços públicos, comércio, serviços, transporte e equipamentos públicos precisam acompanhar o crescimento da população.
O empreendimento de 700 unidades, portanto, deve ser observado não apenas como um projeto privado, mas como parte de uma transformação urbana mais ampla.
O desafio será transformar unidades em cidade
Esse talvez seja o ponto mais importante.
Construir 700 apartamentos é uma operação imobiliária.
Fazer com que 700 apartamentos contribuam para uma nova dinâmica urbana é um desafio muito maior.
O sucesso da estratégia do Centro dependerá da capacidade de integrar os novos moradores ao tecido existente.
Um condomínio pode ter boa arquitetura e boas unidades, mas seu desempenho urbano será influenciado pelo que existe do lado de fora dos portões.
É por isso que o conceito de fachada ativa, comércio no térreo, mobilidade e proximidade de serviços ganha importância.
O morador não compra apenas quatro paredes.
Ele compra também a localização.
Compra o tempo que economiza no deslocamento.
Compra a possibilidade de resolver parte da vida a pé.
Compra acesso.
E, em uma cidade como Niterói, essa equação pode ter peso significativo.
Um projeto que merece ser acompanhado pelo mercado
Para corretores de imóveis, incorporadores, investidores e profissionais que atuam em Niterói, o empreendimento merece acompanhamento justamente porque pode funcionar como um indicador da nova fase do Centro.
Se o projeto avançar conforme previsto, serão centenas de novas famílias ocupando uma área que a Prefeitura pretende transformar em novo vetor de crescimento.
Isso pode gerar efeitos sobre aluguel, comércio, serviços, mobilidade e percepção de valor de determinadas áreas do entorno.
Mas ainda é cedo para falar em valorização provocada especificamente pelo empreendimento.
Também seria precipitado afirmar que o projeto sozinho será responsável por uma mudança no mercado imobiliário local.
O que existe hoje é um conjunto de sinais: aumento dos licenciamentos, novos lançamentos, incentivos municipais, retrofit, chegada de grandes incorporadoras e criação de novas unidades habitacionais.
O empreendimento de 700 unidades entra exatamente nesse contexto.
O Centro de Niterói está tentando voltar a ser lugar de moradia
A história das cidades mostra que regiões centrais podem perder população residencial mesmo quando continuam concentrando empregos e infraestrutura.
Recuperar essa população não é simples.
Mas Niterói está tentando fazer isso por meio de uma estratégia que combina investimentos públicos, incentivos urbanísticos, novos empreendimentos, retrofit e habitação de interesse social.
O projeto da Rua Jornalista Rogério Coelho Neto é uma das peças desse movimento.
São 700 unidades previstas em dois blocos, em uma área próxima ao transporte coletivo e a importantes equipamentos urbanos, dentro de uma região que já está recebendo novos investimentos imobiliários.
Ainda há etapas a serem cumpridas antes que o empreendimento possa ser tratado como uma obra em andamento.
Mas o projeto já oferece uma fotografia importante do caminho que o Centro de Niterói está tomando.
A cidade não está apenas tentando reformar o seu centro.
Está tentando colocar gente novamente para morar nele.
E, para o mercado imobiliário, essa talvez seja a parte mais importante dessa história.
Análise Editorial Broker News BR
O projeto de 700 unidades é uma pauta que merece ser publicada, mas não apenas pela quantidade de apartamentos.
O número chama atenção, porém o verdadeiro valor jornalístico está no contexto.
Niterói está tentando transformar o Centro em um novo vetor de crescimento urbano. A Prefeitura informa que a região central já acumula 7.730 licenciamentos habitacionais desde 2020 e trabalha com uma meta de 10 mil unidades. O portal oficial do Reviver Centro prevê ainda 913 novas unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida Faixa 3 no Centro.
Nesse ambiente, um projeto de aproximadamente 700 unidades representa uma intervenção relevante.
Mas existe uma ressalva importante: não devemos escrever que o empreendimento já está sendo construído, que as vendas começaram ou que existe uma data definida para entrega. A documentação encontrada mostra avanço no processo urbanístico, especialmente com o EIV, mas isso não equivale automaticamente à conclusão de todas as etapas necessárias para início das obras.
Também não encontramos preço oficial das unidades.
E isso, para nós, é uma informação tão importante quanto o que foi encontrado.
Quando o dado não existe oficialmente, não inventamos.
A força da matéria está justamente em mostrar o que já está confirmado e explicar por que esse projeto importa para o mercado imobiliário de Niterói.
O empreendimento também reforça uma tendência urbanística que merece acompanhamento: a volta da moradia para áreas centrais já dotadas de infraestrutura.
Se essa estratégia conseguir unir novas residências, transporte, comércio, serviços, espaços públicos e atividade econômica, o impacto poderá ser maior do que o número de apartamentos construídos.
O Centro pode deixar de ser apenas um lugar para onde as pessoas vão trabalhar.
Pode voltar a ser um lugar onde as pessoas vivem.
Produção Editorial Broker News BR
Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.
Fontes
Prefeitura Municipal de Niterói — informações sobre o avanço da revitalização do Centro, licenciamentos habitacionais, novos empreendimentos e estratégia do Reviver Centro.
Secretaria Municipal de Urbanismo de Niterói — página oficial dos Estudos de Impacto de Vizinhança, incluindo o processo do empreendimento da Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, nº 250.
Estudo de Impacto de Vizinhança — Processo 9900008120/2025 — documento oficial referente ao empreendimento residencial previsto para o endereço.
Reviver Centro Niterói — Prefeitura de Niterói — programa oficial de revitalização e previsão de 913 novas unidades do Minha Casa, Minha Vida Faixa 3 no Centro.
Ministério das Cidades — regras e faixas de renda vigentes do Minha Casa, Minha Vida em 2026.
Ministério das Cidades — Linha Financiada do MCMV — limites de financiamento e condições gerais para a Faixa 3.
A Tribuna RJ — informações complementares sobre o projeto de 700 unidades, incluindo a etapa de licenciamento, composição do empreendimento e informações atribuídas à Prefeitura de Niterói.
O Dia — informações complementares sobre o projeto de 700 unidades no Centro de Niterói e sua localização.
Consulte fontes oficiais
Prefeitura de Niterói — Revitalização do Centro
Secretaria Municipal de Urbanismo — Estudos de Impacto de Vizinhança
Estudo de Impacto de Vizinhança — Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, nº 250
Portal oficial Reviver Centro Niterói
Ministério das Cidades — Minha Casa, Minha Vida
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Crédito Editorial
A Broker News BR investe em pesquisa, apuração e organização de informações para produzir conteúdo confiável para o mercado imobiliário. Se esta matéria contribuir para seu trabalho jornalístico, acadêmico ou editorial, considere citar a Broker News BR como uma das fontes consultadas.










