De iluminação e climatização controladas por aplicativo a sistemas integrados de segurança, elevadores e ambientes inteligentes, tecnologia passou a ocupar espaço na definição de conforto e exclusividade; especialistas e entidades do setor apontam que o luxo imobiliário está deixando de ser medido apenas por metragem e acabamento
Durante muito tempo, falar em imóvel de luxo no Brasil significava pensar em grandes metragens, localização privilegiada, materiais nobres, arquitetura diferenciada, várias vagas de garagem, áreas de lazer sofisticadas e uma vista capaz de justificar um preço elevado. Esses atributos continuam presentes — e continuam importantes. Mas o conceito de luxo começou a incorporar outra dimensão, menos visível e, justamente por isso, cada vez mais valorizada: a tecnologia.
Hoje, um imóvel de alto padrão pode ser apresentado não apenas pelo mármore, pela madeira, pela quantidade de suítes ou pelo tamanho da varanda, mas também pela capacidade de controlar iluminação, climatização, persianas, segurança e diferentes equipamentos a partir de um sistema integrado. Em alguns projetos, a tecnologia deixa de ser um equipamento adicional e passa a fazer parte da própria arquitetura e da experiência de morar.
Essa transformação não é apenas uma percepção de incorporadoras ou empresas de automação. Ela aparece em pesquisas sobre comportamento do consumidor e também nas discussões promovidas por entidades representativas do mercado imobiliário.
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), realizada em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostrou que 10% dos entrevistados consideravam a tecnologia de ponta no imóvel um fator capaz de levá-los a pagar um valor acima da média. O percentual ficou abaixo de localização privilegiada, segurança condominial, acesso a transporte, lazer diferenciado e expectativa de valorização, mas colocou a tecnologia entre os atributos que agregam valor ao imóvel.
No segmento de alto padrão, porém, a discussão ganha outra dimensão.
Porque, quando o imóvel custa milhões de reais, a tecnologia deixa de ser apenas uma questão de praticidade.
Ela passa a participar daquilo que o mercado chama de experiência.
O luxo imobiliário está mudando
O próprio Secovi-SP discutiu essa transformação durante a Convenção Secovi-SP de 2025, em um painel dedicado ao mercado de luxo no Brasil.
A entidade registrou que especialistas do setor identificaram uma mudança de paradigma no segmento de alto padrão, com maior atenção a tecnologia, sustentabilidade, experiências sofisticadas e branded residences. Na discussão, a tecnologia foi apresentada como um dos elementos capazes de redefinir o que significa luxo em um empreendimento residencial.
Essa mudança é importante porque o luxo imobiliário não desapareceu.
Ele se sofisticou.
Um apartamento de alto padrão ainda precisa estar em uma localização valorizada. Continua precisando oferecer qualidade construtiva, segurança, privacidade e arquitetura compatíveis com seu posicionamento.
A diferença é que o consumidor passou a encontrar outras camadas de valor.
Uma delas está escondida dentro das paredes.
É a infraestrutura tecnológica.
O luxo que não precisa aparecer
Existe uma característica curiosa na automação residencial.
Quanto melhor ela funciona, menos o morador precisa perceber que ela está funcionando.
Uma iluminação que se ajusta automaticamente. Uma climatização que pode ser programada. Persianas que respondem a horários ou comandos. Sistemas de segurança que integram câmeras, fechaduras e controle de acesso. Equipamentos que podem ser acionados remotamente.
Nada disso necessariamente chama atenção como uma fachada imponente ou uma pedra importada.
Mas pode mudar a experiência cotidiana.
É justamente por isso que a automação começa a ser tratada como uma espécie de luxo invisível.
O consumidor não compra apenas um equipamento.
Compra a possibilidade de não precisar pensar em determinadas tarefas.
Essa característica combina com uma transformação mais ampla do mercado de alto padrão: o luxo começa a ser associado menos à ostentação e mais à conveniência, privacidade, conforto e personalização.
A tecnologia já chegou aos empreendimentos de alto padrão
Os exemplos concretos ajudam a mostrar que não se trata apenas de uma promessa comercial.
O Prêmio Master Imobiliário 2025, promovido pelo Secovi-SP e pela Fiabci-Brasil, reconheceu o Casa Higienópolis by Think, em São Paulo, como um projeto residencial de luxo que reúne arquitetura, sustentabilidade, personalização, segurança e tecnologia.
O empreendimento, segundo a justificativa publicada pelo Secovi-SP, possui sistemas avançados de automação residencial e segurança, além de elevador delivery privativo, reúso de águas pluviais, infraestrutura para veículos elétricos e previsão de instalação de placas solares.
O caso é importante porque mostra a tecnologia inserida em um conjunto maior.
Não é simplesmente um apartamento com lâmpadas que podem ser ligadas pelo celular.
A automação aparece integrada a uma proposta que envolve segurança, privacidade, sustentabilidade, mobilidade elétrica e personalização.
É uma pista de como o conceito de luxo está evoluindo.
Quando o elevador também entra na experiência
Durante a Convenção Secovi-SP de 2025, um dos exemplos apresentados para demonstrar essa transformação foi o próprio elevador.
Sérgio Wriedt, diretor de Novas Instalações e Modernização da Atlas Schindler, explicou no evento como conectividade, sensores e integração com ecossistemas como Alexa e Google já podem fazer parte da experiência de empreendimentos sofisticados. Entre os exemplos citados estava a possibilidade de chamar o elevador por comando de voz.
Pode parecer um detalhe.
Mas é justamente aí que está uma das mudanças do conceito de luxo.
No passado, luxo poderia significar ter um elevador privativo.
Agora, a discussão pode avançar para o que esse elevador consegue fazer.
A tecnologia passa a trabalhar nos bastidores para tornar a experiência mais fluida.
O imóvel começa a conversar com o morador
A automação residencial tradicionalmente foi associada ao controle remoto de equipamentos.
A ideia era relativamente simples: apertar um botão para acender a luz, abrir a cortina ou ligar o ar-condicionado.
O conceito está evoluindo.
Os sistemas mais sofisticados procuram integrar diferentes equipamentos e criar cenas ou rotinas que permitem que várias funções aconteçam simultaneamente.
Ao chegar em casa, por exemplo, diferentes ambientes podem assumir configurações previamente programadas.
Não é necessário tratar isso como ficção científica.
A tecnologia já está presente em empreendimentos e residências de alto padrão.
O que muda é o grau de integração.
E é essa integração que começa a separar uma automação pontual de uma residência verdadeiramente conectada.
O luxo também está ficando mais personalizado
Outro aspecto importante é a possibilidade de personalização.
Um imóvel de alto padrão raramente é vendido apenas como uma unidade padronizada.
O comprador pode desejar determinados acabamentos, layouts ou soluções específicas.
A tecnologia amplia esse espaço de personalização.
A casa pode ser configurada de acordo com hábitos e preferências.
A iluminação de um ambiente pode ser diferente daquela de outro.
A climatização pode responder a necessidades específicas.
A segurança pode ter diferentes níveis de controle.
O entretenimento pode ser integrado.
A tecnologia, portanto, não precisa aparecer como um espetáculo.
Ela pode funcionar como uma camada invisível que adapta o imóvel ao morador.
Essa é uma característica importante para entender por que a automação passou a ser associada ao alto padrão.
Segurança talvez seja o ponto mais concreto
Quando se fala em automação, é comum pensar primeiro em conforto.
Mas a segurança é um dos campos em que a tecnologia apresenta uma relação mais direta com a percepção de valor.
A pesquisa da ABRAINC/Brain realizada com 1.050 entrevistados em 13 grandes cidades mostrou que 80% dos participantes consideravam itens de segurança — como portaria virtual, câmeras, reconhecimento facial e fechaduras digitais — entre os elementos que mais agregam valor a um imóvel.
É importante observar que esse resultado é de uma pesquisa de comportamento geral do consumidor e não exclusivamente de compradores de imóveis de luxo.
Mesmo assim, ele ajuda a explicar por que segurança tecnológica aparece com tanta frequência em empreendimentos sofisticados.
No alto padrão, segurança também está relacionada a privacidade.
E privacidade tem um valor particular para quem compra imóveis de maior valor.
O comprador de luxo não quer necessariamente mais tecnologia. Quer menos esforço.
Essa pode ser uma das mudanças mais interessantes.
Uma residência cheia de equipamentos pode ser tecnologicamente avançada e, ao mesmo tempo, desagradável de utilizar.
Se o morador precisa abrir cinco aplicativos diferentes para controlar cinco sistemas diferentes, a tecnologia pode se transformar em trabalho.
O objetivo da automação sofisticada é justamente o contrário.
Ela deve simplificar.
Essa mudança de lógica ajuda a explicar por que a integração se tornou tão importante.
Não é a quantidade de dispositivos que define uma residência inteligente.
É a maneira como eles trabalham juntos.
Nesse sentido, a tecnologia pode estar deixando de ser um diferencial puramente visual para se transformar em uma ferramenta de experiência.
O luxo também precisa ser sustentável
Outro elemento começa a aproximar tecnologia e sustentabilidade.
Sistemas de automação podem estar associados ao controle de iluminação, climatização, consumo de água e energia, embora os resultados concretos dependam do projeto, dos equipamentos e da maneira como o imóvel é utilizado.
O ponto é que o alto padrão já não pode ignorar a eficiência.
Na Convenção Secovi-SP, especialistas apontaram a sustentabilidade como uma exigência que tende a deixar de ser diferencial para se tornar cada vez mais básica em empreendimentos sofisticados.
O próprio Prêmio Master Imobiliário 2025 reconheceu projetos que combinam tecnologia e sustentabilidade, como o Casa Higienópolis, com reúso de águas pluviais, infraestrutura para veículos elétricos e previsão de energia solar.
Isso mostra uma mudança interessante.
A tecnologia não está necessariamente competindo com a sustentabilidade.
Em determinados projetos, as duas caminham juntas.
O luxo brasileiro está crescendo — e ficando mais exigente
A discussão sobre tecnologia ocorre em um momento de expansão do mercado imobiliário de alto padrão.
A revista Incorpora, publicação da ABRAINC, classificou como luxo os imóveis acima de R$ 2 milhões e como superluxo aqueles acima de R$ 4 milhões. No primeiro semestre de 2025, a entidade registrou crescimento do preço médio do metro quadrado desses segmentos em seis capitais analisadas.
São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte apresentaram diferentes movimentos de preços e volume de negócios.
Na capital paulista, por exemplo, a ABRAINC registrou alta de 253% no Valor Geral de Lançamentos do segmento de luxo no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. No Rio de Janeiro, o VGL do segmento cresceu 80%.
Os dados mostram que o alto padrão possui uma dinâmica própria.
E, em um mercado no qual o comprador dispõe de maior capacidade financeira, a competição pode acontecer menos pelo preço e mais pela diferenciação.
É nesse espaço que entram tecnologia, arquitetura, exclusividade, serviços e experiência.
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O luxo não é mais apenas tamanho
Essa talvez seja a principal conclusão da transformação.
Um imóvel de luxo continua podendo ter 300, 400 ou 500 metros quadrados.
Mas a metragem deixou de ser suficiente para explicar sozinha por que aquele imóvel é considerado especial.
A localização pode ser rara.
A vista pode ser única.
A arquitetura pode ser assinada.
O projeto pode oferecer privacidade.
A área comum pode parecer um hotel.
O condomínio pode oferecer serviços.
A tecnologia pode integrar diferentes sistemas.
A sustentabilidade pode fazer parte do projeto.
E o conjunto desses elementos pode formar uma experiência que o consumidor entende como luxo.
É uma mudança significativa.
O imóvel deixa de competir apenas pelo tamanho.
Passa a competir pela qualidade da experiência.
O que acontece quando a tecnologia envelhece?
Aqui aparece uma questão que ainda merece mais atenção do mercado.
Um acabamento de pedra natural pode permanecer valorizado por décadas.
Uma boa arquitetura pode atravessar gerações.
Mas a tecnologia possui outro ciclo de vida.
Equipamentos podem ser substituídos.
Sistemas podem precisar de atualização.
Plataformas podem mudar.
Protocolos de comunicação podem evoluir.
Aplicativos podem deixar de existir.
Isso significa que a automação precisa ser pensada de maneira diferente de um acabamento convencional.
O empreendimento não deveria depender apenas do equipamento que está instalado hoje.
Precisa considerar também a possibilidade de atualização.
Esse é um dos desafios para incorporadoras que utilizam tecnologia como parte do posicionamento do produto.
O luxo tecnológico precisa continuar funcionando.
A infraestrutura pode ser mais importante que o equipamento
Existe uma diferença entre entregar um imóvel com alguns equipamentos inteligentes e entregar uma residência preparada para evoluir.
No primeiro caso, o comprador recebe uma tecnologia.
No segundo, recebe uma infraestrutura.
Essa distinção pode ser importante para o futuro dos empreendimentos.
Uma residência preparada para receber novas soluções tecnológicas tem maior possibilidade de acompanhar mudanças de equipamentos e sistemas.
Isso não significa que todo imóvel precise ser completamente automatizado.
Significa que, no alto padrão, a infraestrutura pode se tornar parte da percepção de qualidade construtiva.
A tecnologia pode mudar.
A capacidade do imóvel de recebê-la precisa acompanhar.
A automação está mudando também a forma de vender o imóvel
Para o corretor de imóveis, existe uma consequência importante.
Um apartamento automatizado não pode ser vendido apenas com uma lista de equipamentos.
“Tem Alexa.”
“Tem persiana automatizada.”
“Tem fechadura digital.”
“Tem iluminação inteligente.”
Essas informações podem ser insuficientes.
O corretor precisa mostrar o que aquilo muda na vida do comprador.
É possível controlar a residência de fora?
Como funciona a segurança?
Como o sistema integra os ambientes?
O que acontece quando o proprietário chega?
Como a climatização funciona?
Existe possibilidade de personalização?
O sistema pode receber atualizações?
Quem presta assistência?
Essas perguntas são mais importantes do que simplesmente enumerar equipamentos.
A tecnologia precisa ser traduzida em experiência.
O consumidor de alto padrão também está mais informado
Outro fator contribui para essa transformação.
O comprador de imóveis de luxo não precisa mais conhecer uma tecnologia apenas porque ela foi apresentada no estande de vendas.
Ele pode pesquisar.
Comparar.
Assistir demonstrações.
Consultar outros empreendimentos.
Conhecer soluções utilizadas em hotéis e residências internacionais.
Isso aumenta o nível de exigência.
Uma tecnologia apresentada como grande diferencial hoje pode se tornar comum amanhã.
E quando isso acontece, deixa de ser diferencial.
Essa é uma das características mais difíceis do mercado de luxo.
O que é extraordinário precisa continuar evoluindo.
Quando a tecnologia deixa de ser luxo?
Essa é talvez a pergunta mais interessante da matéria.
Uma fechadura digital, por exemplo, pode ser considerada diferencial em determinado segmento.
Mas, à medida que se torna comum, deixa de representar exclusividade.
O mesmo pode acontecer com iluminação automatizada, controle por aplicativo ou infraestrutura para carregamento de veículos elétricos.
O que hoje diferencia um imóvel de alto padrão pode amanhã ser considerado básico.
É exatamente por isso que a definição de luxo está em movimento.
O luxo não é apenas possuir uma tecnologia.
É possuir uma experiência que ainda não se tornou comum.
O novo luxo pode ser aquilo que o morador não percebe
Existe uma contradição interessante nesse mercado.
Quanto mais sofisticada a tecnologia, menos ela deveria exigir atenção.
O morador não precisa pensar em qual aplicativo abrir.
Não precisa procurar o interruptor.
Não precisa lembrar de configurar todos os equipamentos.
A residência deveria simplesmente responder.
Essa é uma mudança de paradigma.
O luxo tecnológico não necessariamente está em mostrar que a casa é inteligente.
Pode estar em fazer com que o morador quase se esqueça de que existe tecnologia por trás de tudo.
É quando a automação deixa de ser atração e passa a ser infraestrutura.
Isso já é realidade no Brasil?
Sim, mas com uma ressalva importante.
É realidade no segmento de alto padrão e em determinados empreendimentos, não uma característica uniforme de todo o mercado de luxo brasileiro.
As fontes consultadas mostram projetos premiados e discussões institucionais em que tecnologia, automação, segurança, sustentabilidade e conectividade já fazem parte da concepção de empreendimentos sofisticados. O Secovi-SP também tratou explicitamente da tecnologia como elemento que está redefinindo o luxo.
Ao mesmo tempo, a pesquisa da ABRAINC mostra que tecnologia de ponta é valorizada, mas aparece atrás de atributos como localização e segurança quando os consumidores avaliam o que justificaria pagar acima da média.
Isso é fundamental.
A tecnologia não substituiu os fundamentos do luxo imobiliário.
Ela passou a integrar esses fundamentos.
E até quando isso continuará sendo diferencial?
Não há como estabelecer uma data.
Mas existe uma lógica bastante clara.
À medida que determinada tecnologia se populariza, ela tende a deixar de ser diferencial e passar a ser expectativa.
Foi assim com diversas tecnologias incorporadas aos imóveis ao longo das últimas décadas.
O que hoje parece extraordinário pode se tornar obrigatório em novos lançamentos.
Nesse sentido, a automação residencial talvez não seja o “novo luxo” por muito tempo.
Pode ser apenas o começo de uma nova camada tecnológica.
A inteligência artificial, a gestão preditiva, sistemas de segurança mais integrados, eficiência energética, personalização e novas formas de interação podem ocupar esse espaço nos próximos anos.
O próprio Secovi-SP vem discutindo, em 2026, o uso de inteligência artificial e automação na gestão condominial, inclusive com agentes capazes de automatizar processos e apoiar decisões.
A tecnologia, portanto, não está chegando ao mercado imobiliário.
Ela já está dentro dele.
A questão agora é saber até onde irá.
Análise Editorial Broker News BR
A pesquisa realizada pela Broker News BR permite afirmar que a automação residencial já faz parte da transformação do conceito de luxo imobiliário no Brasil, especialmente no segmento de alto padrão.
Há evidências em diferentes frentes.
A ABRAINC identificou que tecnologia de ponta no imóvel é um atributo pelo qual parte dos consumidores aceita pagar acima da média, embora localização e segurança tenham apresentado pesos maiores na pesquisa.
O Secovi-SP tratou diretamente da tecnologia como elemento que está redefinindo o luxo, relacionando-a a conectividade, experiência e sofisticação.
Projetos reconhecidos pelo Prêmio Master Imobiliário já combinam automação residencial com segurança, sustentabilidade, personalização e infraestrutura para novas tecnologias.
E o mercado de luxo, definido pela ABRAINC como imóveis acima de R$ 2 milhões, apresentou forte expansão em diferentes capitais brasileiras no primeiro semestre de 2025.
Mas existe uma conclusão que merece ser preservada:
automação, sozinha, não transforma um imóvel comum em imóvel de luxo.
Ela é parte de um conjunto.
Localização, arquitetura, qualidade construtiva, segurança, privacidade, sustentabilidade, exclusividade, serviços e experiência continuam sendo componentes importantes da percepção de alto padrão.
A tecnologia começa a ganhar espaço justamente porque consegue conectar vários desses atributos.
Ela pode aumentar a segurança.
Pode facilitar o conforto.
Pode ajudar na eficiência.
Pode personalizar ambientes.
Pode melhorar a experiência.
E pode fazer com que um imóvel pareça mais preparado para o futuro.
Por isso, talvez seja mais correto dizer que o luxo imobiliário brasileiro não está sendo substituído pela tecnologia; está sendo ampliado por ela.
E existe uma última questão que o mercado ainda precisará responder:
quando aquilo que hoje chamamos de automação deixar de ser luxo e passar a ser simplesmente o padrão esperado de uma boa residência?
Essa resposta provavelmente dependerá menos da tecnologia e mais da velocidade com que ela se tornar parte da vida cotidiana.
Produção Editorial Broker News BR
Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.
Fontes
ABRAINC / Brain Inteligência Estratégica — Pesquisa “Tendências e Comportamentos do Consumidor”, com dados sobre fatores que levam consumidores a pagar acima da média por imóveis e atributos relacionados à tecnologia e segurança.
ABRAINC — Revista Incorpora, edição 02/2025 — dados sobre o mercado de luxo e superluxo nas capitais brasileiras, com classificação de luxo acima de R$ 2 milhões e superluxo acima de R$ 4 milhões.
Secovi-SP — Convenção Secovi-SP 2025 e debate sobre a transformação do conceito de luxo, tecnologia, sustentabilidade e branded residences.
Secovi-SP / Fiabci-Brasil — Prêmio Master Imobiliário 2025 — reconhecimento de empreendimento residencial com automação, segurança, sustentabilidade e outras soluções tecnológicas.
Secovi-SP — 2026 — discussões sobre inteligência artificial, automação e tecnologia aplicada ao setor condominial e imobiliário.
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