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CONJUR/CBIC leva a Goiânia debate sobre segurança jurídica e temas que impactam a construção civil e o mercado imobiliário

Reunião do CONJUR da CBIC em Goiânia para discutir segurança jurídica na construção civil e no mercado imobiliário.

Subtítulo: 46ª reunião ordinária do Conselho Jurídico da CBIC está prevista para 26 de outubro, na sede da ADEMI-GO, com discussões sobre Reforma Tributária, contratos imobiliários, garantias pós-obra, relações de trabalho e questões jurídicas em análise no Superior Tribunal de Justiça.

A construção civil e o mercado imobiliário dependem de muito mais do que terrenos disponíveis, projetos bem elaborados, crédito e demanda por imóveis. A estabilidade das regras, a clareza dos contratos, a previsibilidade das decisões judiciais e a capacidade de prevenir conflitos também influenciam o planejamento das empresas, a execução dos empreendimentos e a relação entre incorporadoras, construtoras e compradores. É nesse contexto que Goiânia receberá, em 26 de outubro de 2026, a 46ª reunião ordinária do Conselho Jurídico (CONJUR) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), encontro presencial destinado à discussão de questões jurídicas e legislativas que afetam os dois segmentos.

A reunião está programada para ocorrer das 14h às 18h, na sede da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI-GO). A programação divulgada pela CBIC reúne assuntos que vão da Reforma Tributária e das condições contratuais de compra e venda de imóveis a garantias no pós-obra, relações de trabalho e temas jurídicos relacionados à alienação fiduciária. A diversidade da agenda evidencia a importância de aproximar o conhecimento jurídico da realidade empresarial e das decisões tomadas diariamente por profissionais que atuam na construção e na comercialização de imóveis.

A iniciativa merece atenção porque muitos debates jurídicos que parecem restritos a especialistas podem produzir efeitos concretos na atividade imobiliária. A interpretação de uma cláusula contratual, a definição de responsabilidades após a entrega de um empreendimento ou a mudança nas regras tributárias podem exigir revisão de procedimentos, avaliação de riscos e adaptação do planejamento das empresas. Por isso, encontros técnicos promovidos por entidades representativas contribuem para organizar informações, discutir entendimentos e ampliar a capacidade de preparação do setor diante de questões complexas.

Uma agenda jurídica conectada à realidade do mercado

O CONJUR é o Conselho Jurídico da CBIC, entidade nacional de representação da indústria da construção. A reunião de Goiânia integra a atuação institucional voltada à discussão de questões jurídicas e legislativas relacionadas à atividade. Conforme a programação divulgada, o encontro será conduzido pelo presidente do conselho, Felipe Melazzo, e contará com apresentações de representantes de entidades do setor e profissionais convidados.

Entre os assuntos previstos está a eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, relacionada ao fim da escala de trabalho 6×1. A discussão interessa à construção civil porque as relações de trabalho fazem parte da organização de equipes, da gestão de contratos e do planejamento operacional das empresas. Entretanto, os efeitos concretos de qualquer mudança dependem do conteúdo da proposta, de sua tramitação e de eventual aprovação. A inclusão do assunto na pauta não significa que uma alteração já esteja em vigor.

A programação também prevê a apresentação de Flávia Mendes de Moraes, do Sinduscon-PR, sobre a PEC 221/2019. O debate permite examinar possíveis consequências para as relações de trabalho na indústria da construção, considerando a necessidade de compatibilizar as condições de trabalho com a organização das atividades produtivas. A relevância do tema está justamente na necessidade de compreender as propostas antes de transformar expectativas ou discussões legislativas em decisões empresariais.

Outro ponto da reunião será a Reforma Tributária e seus possíveis reflexos sobre contratos antigos de compra e venda de imóveis com parcelas previstas para 2027 e 2028. O assunto será apresentado por Martelene Carvalhaes Pereira e Souza, da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (APEMEC). A discussão envolve uma questão prática: como avaliar contratos firmados sob condições anteriores diante de mudanças no sistema tributário e de obrigações que podem se estender por vários anos.

Para incorporadoras, construtoras e compradores, contratos de longo prazo exigem atenção especial à redação das cláusulas, à forma de pagamento e às regras aplicáveis durante sua execução. Ainda assim, não é possível antecipar uma solução única para todos os contratos. Os efeitos dependem da legislação aplicável, das características de cada operação e da análise jurídica pertinente. O valor de um debate técnico está em identificar questões que merecem atenção, esclarecer limites e oferecer subsídios para decisões mais bem fundamentadas.

Contratos imobiliários e correção monetária em discussão

A correção monetária também integra a pauta. A programação prevê uma apresentação de Rafaella de Freitas F. Siqueira, da ADEMI-DF, sobre a correção mensal em contratos com prazo de vigência ou parcelamento inferior a 36 meses. O tema merece atenção porque a forma de atualização dos valores pode influenciar o custo final de uma aquisição e a compreensão das obrigações assumidas pelas partes.

A análise, porém, não deve ser simplificada como se a reunião estivesse anunciando uma regra nova ou uma autorização geral para determinado tipo de reajuste. A validade e a aplicação de cláusulas dependem das normas pertinentes e das circunstâncias contratuais. A proposta de discutir o assunto é relevante justamente porque a leitura adequada dos contratos exige conhecimento técnico e atenção ao contexto jurídico de cada operação.

Também estão previstas discussões sobre renegociação, reestruturação e substituição de adquirentes. Esses procedimentos podem surgir quando compradores ou empresas precisam reavaliar compromissos assumidos, mas as alternativas não são equivalentes nem produzem necessariamente os mesmos efeitos. A decisão deve considerar aspectos jurídicos e econômicos, além das condições concretas de cada contrato.

Martelene Carvalhaes Pereira e Souza abordará esse conjunto de alternativas, considerando critérios para a definição de caminhos possíveis. A inclusão do tema demonstra a importância de tratar as relações contratuais com planejamento, documentação e avaliação de riscos, em vez de recorrer a soluções improvisadas quando surgem dificuldades.

Distratos e decisões judiciais podem influenciar o setor

A pauta inclui uma análise técnica sobre os impactos coletivos dos distratos, termo utilizado no contexto contratual para designar o desfazimento de um negócio por acordo ou conforme as condições jurídicas aplicáveis. No mercado imobiliário, a rescisão de contratos de compra e venda pode envolver valores pagos, obrigações das partes, prazos e consequências financeiras. A análise desses casos precisa respeitar a legislação e as particularidades de cada situação, sem presumir que todos os distratos tenham o mesmo tratamento.

A programação também prevê discussão sobre julgamentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) capazes de influenciar a interpretação das regras aplicáveis ao mercado imobiliário. Entre os assuntos anunciados estão os Temas 1.420 e 1.348, relacionados a questões envolvendo alienação fiduciária, ausência de mora e ausência de registro, conforme a descrição divulgada pela organização.

A alienação fiduciária é utilizada em operações imobiliárias e envolve a transferência da propriedade resolúvel ao credor como garantia do cumprimento da obrigação. Por isso, a interpretação das normas que regulam esse mecanismo pode ser relevante para a segurança dos contratos e para a definição dos procedimentos em situações de inadimplência, resolução contratual ou controvérsia sobre a aplicação da legislação.

É necessário, contudo, distinguir a discussão de um tema jurídico de uma decisão definitiva já aplicável a todos os casos. A programação informa que haverá debate sobre os assuntos, mas a matéria não deve antecipar o resultado de julgamentos nem atribuir ao encontro poder de modificar decisões judiciais. O papel de uma reunião técnica é examinar questões, compartilhar conhecimento e discutir possíveis consequências para a atividade econômica.

Garantias no pós-obra e prevenção de conflitos

A relação entre construtoras e compradores não termina necessariamente com a entrega das chaves. A etapa posterior à conclusão do empreendimento envolve documentação, atendimento, análise de solicitações e gestão das garantias aplicáveis. Quando esses procedimentos não são bem organizados, podem surgir divergências sobre responsabilidades, prazos, manutenção e eventuais problemas identificados nos imóveis.

Por esse motivo, a gestão contratual do pós-obra também estará entre os temas discutidos em Goiânia. A advogada convidada Narjara Castro abordará o assunto, com foco na documentação, no atendimento e na prevenção de conflitos envolvendo garantias. A abordagem é especialmente relevante para empresas que precisam organizar seus processos internos e manter registros claros das solicitações recebidas e das providências adotadas.

Uma gestão bem estruturada não elimina toda possibilidade de conflito, mas pode contribuir para tornar as relações mais transparentes e facilitar a análise de cada ocorrência. Para o comprador, informações claras sobre canais de atendimento e procedimentos ajudam a compreender como encaminhar uma demanda. Para a empresa, registros adequados e fluxos de atendimento consistentes podem auxiliar na avaliação das responsabilidades e na prevenção de controvérsias desnecessárias.

É importante não confundir a discussão sobre garantias com uma alteração automática dos prazos ou das obrigações legais. O conteúdo divulgado aponta o tema como parte da agenda, mas não anuncia mudanças normativas. A contribuição esperada do debate está no aprofundamento técnico de questões que fazem parte da rotina de empreendimentos imobiliários.

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Imóveis da União e questões relacionadas à alienação fiduciária

Outro ponto da programação envolve imóveis de marinha submetidos a regimes distintos, especificamente aforamento e ocupação. Segundo a divulgação da CBIC, Luiz Felipe Muniz da Cunha, da ADEMI-PE, tratará do resultado de consulta da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) à Controladoria-Geral da União (CGU), cujo parecer sugere a impossibilidade de remembramento de imóveis submetidos a esses regimes diferentes.

O tema exige cuidado porque envolve patrimônio da União e regras específicas de ocupação e utilização. O remembramento de terrenos, em termos gerais, consiste na unificação de lotes ou áreas contíguas, mas sua viabilidade depende das condições legais, registrais e administrativas aplicáveis. Quando há regimes jurídicos distintos, a análise precisa considerar as particularidades de cada imóvel e os entendimentos das autoridades competentes.

A pauta também inclui questões relacionadas à alienação fiduciária sem mora e sem registro, conforme a descrição dos Temas 1.420 e 1.348 apresentada na divulgação do encontro. São assuntos técnicos que podem exigir análise cuidadosa por profissionais do Direito e agentes do mercado. A reunião oferece espaço para discutir seus possíveis reflexos, sem substituir a consulta à legislação, aos documentos oficiais ou às decisões judiciais pertinentes.

A importância da articulação entre entidades do setor

A realização de uma reunião nacional do CONJUR em Goiânia também evidencia a participação de entidades representativas de diferentes regiões do país. A programação menciona representantes da ADEMI-GO, ADEMI-DF, ADEMI-PE, Sinduscon-MG, Sinduscon-PR e APEMEC, além de profissionais convidados. A sede da ADEMI-GO será o local do encontro, aproximando a agenda jurídica nacional do ambiente empresarial imobiliário de Goiás.

Essa articulação é importante porque os desafios do mercado não se limitam às fronteiras de um estado. Empresas podem atuar em diferentes regiões, contratos precisam observar normas federais e locais, e decisões judiciais podem produzir efeitos que ultrapassam o contexto em que foram discutidas. O intercâmbio entre representantes de entidades permite compartilhar experiências e identificar problemas comuns, embora cada situação continue sujeita às suas próprias regras e circunstâncias.

A atitude de promover reuniões técnicas, reunir especialistas e colocar questões complexas em debate merece reconhecimento. Em setores que movimentam investimentos, empregos, contratos e projetos de longo prazo, a prevenção de conflitos e o esclarecimento das regras são componentes importantes de um ambiente de negócios mais previsível. Esse reconhecimento, entretanto, não exige atribuir ao encontro resultados que ainda não ocorreram. O mérito institucional está na iniciativa de organizar o diálogo e criar condições para uma análise qualificada.

Para o mercado imobiliário, segurança jurídica não é apenas um conceito abstrato. Ela está presente na clareza dos compromissos assumidos, na documentação dos empreendimentos, na compreensão das obrigações tributárias e trabalhistas e na forma como divergências são tratadas. Quanto maior a capacidade de antecipar riscos e compreender as regras, melhores podem ser as condições para decisões responsáveis. Isso não significa eliminar incertezas, mas lidar com elas de maneira informada e profissional.

O que profissionais e empresas devem observar

A reunião de 26 de outubro tem uma pauta que merece acompanhamento de advogados, incorporadores, construtores, imobiliárias e outros profissionais envolvidos na cadeia imobiliária. A Reforma Tributária, a correção monetária, a gestão de contratos, as garantias pós-obra e os temas judiciais anunciados podem suscitar dúvidas relevantes para a atividade. A utilidade do encontro dependerá do aprofundamento das questões e da forma como os participantes traduzirem as discussões em conhecimento aplicável às suas rotinas.

Para empresas, uma postura prudente é acompanhar as mudanças legislativas e os entendimentos judiciais por meio de fontes confiáveis, manter contratos e procedimentos atualizados e buscar orientação especializada quando houver dúvidas sobre obrigações ou riscos. Corretores e imobiliárias também podem se beneficiar de maior familiaridade com os aspectos jurídicos das operações, respeitando os limites de sua atuação profissional e encaminhando questões técnicas aos especialistas adequados.

A divulgação do encontro deve, por sua vez, manter precisão sobre suas condições. A informação publicada pela CBIC confirma a data, o horário e o local, mas não esclarece que a reunião seja aberta ao público em geral. Interessados em participar devem consultar diretamente a CBIC ou a ADEMI-GO para verificar eventual necessidade de convite, credenciamento ou autorização de acesso.

Análise Editorial Broker News

A 46ª reunião ordinária do CONJUR/CBIC é uma pauta relevante para a Broker News BR porque reúne temas jurídicos que podem influenciar decisões empresariais, contratos imobiliários e procedimentos da construção civil. A programação divulgada inclui questões atuais e práticas, com potencial interesse para profissionais que precisam acompanhar mudanças legislativas, interpretações judiciais e responsabilidades contratuais.

O destaque editorial está menos na simples realização de uma reunião e mais na iniciativa de promover diálogo técnico entre representantes de entidades e especialistas sobre questões que afetam a atividade econômica. A participação de organizações setoriais de diferentes estados ajuda a ampliar a troca de experiências e a colocar em discussão desafios que podem aparecer em várias regiões do país.

É importante, entretanto, manter os limites da informação. A reunião está prevista para 26 de outubro de 2026, das 14h às 18h, na sede da ADEMI-GO, em Goiânia. A divulgação oficial consultada não confirma acesso livre ao público, e a pauta não deve ser apresentada como se já tivesse produzido novas regras ou decisões definitivas. O conteúdo disponível sustenta a relevância do encontro, mas não permite antecipar seus resultados.

A Broker News BR considera importante dar visibilidade a iniciativas de debate e qualificação técnica que buscam aproximar o Direito da realidade da construção civil e do mercado imobiliário. A informação responsável ajuda os profissionais a reconhecer assuntos que merecem acompanhamento e a procurar as fontes adequadas para compreender seus efeitos. Em um setor de contratos complexos e investimentos de longo prazo, discutir regras com seriedade é parte do trabalho de construir um ambiente mais previsível e transparente.

Produção Editorial Broker News BR

Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.

Serviço

Evento: 46ª reunião ordinária do Conselho Jurídico (CONJUR) da CBIC
Data: 26 de outubro de 2026
Horário: das 14h às 18h
Local: sede da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI-GO), em Goiânia (GO)
Formato: presencial
Participação: as condições de acesso não foram detalhadas na publicação consultada. Recomenda-se confirmar previamente com a organização.

Fontes

  • Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) — publicação oficial sobre a 46ª reunião ordinária do CONJUR, divulgada em 16 de outubro de 2026.
  • Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (ADEMI-GO) — entidade anfitriã indicada na programação.
  • Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) — informações institucionais sobre a entidade e o Conselho Jurídico.

Consulte fontes oficiais

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Crédito Editorial

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Verificação e atualização dos dados

Data da última verificação editorial: 20 de outubro de 2026.

Período de referência: informações sobre a 46ª reunião ordinária do CONJUR/CBIC prevista para 26 de outubro de 2026, conforme publicação institucional divulgada em 16 de outubro de 2026.

A data de verificação indica quando a fonte foi consultada. Ela não significa que todos os dados tenham sido coletados ou divulgados nessa mesma data.

Por Camille Assis

Editor Site de Notícias Broker News BR
CoFundador Empresa Gráfica Broker Art & Design
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