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O Brasil é o Segundo País com mais Corretores de Imóveis do Mundo

Corretores de imóveis representam uma das maiores categorias profissionais do mercado imobiliário brasileiro

Sistema COFECI-CRECI reúne mais de 700 mil profissionais inscritos no país; expansão da categoria ajuda a dimensionar a importância da corretagem para um mercado imobiliário cada vez mais profissionalizado

Quando alguém fala em mercado imobiliário brasileiro, é comum pensar primeiro nas incorporadoras, nas construtoras, nos grandes empreendimentos, nos financiamentos ou nos preços dos imóveis. Existe, porém, uma estrutura humana que está presente praticamente em todas as etapas da relação entre quem quer comprar, vender ou alugar um imóvel: o corretor de imóveis.

E o tamanho dessa categoria ajuda a revelar a dimensão do próprio mercado.

Segundo informações divulgadas pelo Sistema COFECI-CRECI, o Brasil reúne mais de 700 mil corretores de imóveis inscritos em seus Conselhos Regionais. Em publicação de 2026, o CRECI da Paraíba informou que o número já ultrapassava 730 mil inscritos e apontou o Brasil como o segundo país do mundo em quantidade de corretores de imóveis e imobiliárias, atrás apenas dos Estados Unidos.

A posição também aparece em publicações do próprio Sistema COFECI-CRECI. Em 2025, o Conselho Federal informava cerca de 650 mil corretores e 74 mil empresas imobiliárias registrados e classificava o sistema brasileiro como a segunda maior organização profissional do gênero no mundo e a maior da América Latina.

Mais do que uma curiosidade estatística, os números levantam uma pergunta interessante para o mercado: como o Brasil chegou a reunir uma categoria profissional dessa dimensão e o que esse tamanho representa para quem trabalha, compra, vende ou aluga imóveis?

A resposta passa pela história da regulamentação da profissão, pela estrutura dos Conselhos, pela expansão do mercado imobiliário e também por uma transformação no próprio perfil do corretor.

Uma profissão que deixou de ser apenas intermediadora

A corretagem de imóveis brasileira não nasceu com o mercado digital, nem com os grandes portais imobiliários e muito menos com as redes sociais.

A atividade foi regulamentada por lei federal em 1962, por meio da Lei nº 4.116. Posteriormente, a regulamentação atual da profissão passou a ser estabelecida pela Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978, que dispõe sobre a profissão de corretor de imóveis e sobre o funcionamento dos Conselhos Federal e Regionais.

A legislação estabeleceu uma estrutura profissional própria, com um Conselho Federal e Conselhos Regionais responsáveis pela fiscalização e disciplina do exercício da atividade.

Hoje, o Sistema COFECI-CRECI é formado pelo COFECI e pelos Conselhos Regionais distribuídos pelos estados e pelo Distrito Federal. O próprio COFECI define sua atuação como órgão fiscalizador da profissão em âmbito federal e destaca que o sistema possui natureza jurídica de autarquia federal.

Essa estrutura é importante para entender por que o número de corretores registrados não pode ser comparado simplesmente com o número de pessoas que trabalham informalmente com imóveis.

O cadastro profissional existe dentro de um sistema regulatório.

Para atuar legalmente como corretor, não basta conhecer imóveis, ter experiência em vendas ou trabalhar dentro de uma imobiliária. A profissão possui requisitos específicos de formação e inscrição.

Mais de 700 mil profissionais: o que exatamente esse número representa?

Aqui está um dos cuidados que uma matéria sobre o tamanho da categoria precisa ter.

O número de profissionais divulgado pelo Sistema COFECI-CRECI pode aparecer em diferentes momentos com expressões como “inscritos”, “registrados” ou “ativos”. Esses conceitos não devem ser tratados automaticamente como se fossem exatamente a mesma coisa.

Em julho de 2026, o CRECI-AL informou que a profissão reunia mais de 700 mil corretores e 52 mil avaliadores de imóveis inscritos no Sistema.

No mês seguinte, o CRECI-PB informou que o COFECI registrava mais de 730 mil inscritos em todo o Brasil.

Já o COFECI havia divulgado anteriormente uma base de aproximadamente 650 mil corretores e 74 mil empresas imobiliárias.

Essa diferença não significa necessariamente que uma fonte esteja errada e outra esteja certa. Bases cadastrais podem ser atualizadas, e os números podem utilizar critérios ou datas de referência diferentes.

Por isso, nesta reportagem, o dado deve ser lido como uma dimensão da categoria registrada no Sistema COFECI-CRECI, e não como uma contagem absoluta e universal de todas as pessoas que, em algum momento, realizam atividades relacionadas a imóveis no país.

Essa distinção é especialmente importante porque o mercado imobiliário também possui advogados, engenheiros, arquitetos, administradores, investidores, correspondentes, consultores e outros profissionais que participam de operações imobiliárias sem serem corretores.

O Brasil realmente é o segundo do mundo?

É aqui que a história fica mais interessante.

O Sistema COFECI-CRECI afirma que o Brasil possui a segunda maior organização profissional do gênero no mundo, atrás dos Estados Unidos. O Conselho Federal utiliza essa posição para destacar a dimensão da profissão brasileira e a estrutura criada para regulamentar e fiscalizar o setor.

O CRECI-SC também publicou, em 2025, que o Brasil encerrou 2024 com aproximadamente 580 mil corretores registrados, crescimento de 5% em relação a 2023 e de 40% em relação a 2020. Na mesma publicação, o Conselho afirmou que esse contingente colocava o Brasil como o segundo país do mundo em número de corretores de imóveis e imobiliárias, atrás dos Estados Unidos.

Há, porém, uma ressalva metodológica importante.

Nos Estados Unidos, uma das principais referências da categoria é a National Association of REALTORS®, que atualmente informa mais de 1,4 milhão de membros. Entretanto, a NAR é uma associação profissional, enquanto o Sistema COFECI-CRECI é uma estrutura regulatória pública brasileira. Portanto, não seria tecnicamente correto apresentar os números dos dois países como se fossem necessariamente equivalentes em metodologia.

Por isso, a formulação mais precisa para a Broker News BR é:

O Sistema COFECI-CRECI posiciona o Brasil como o segundo maior contingente profissional do setor imobiliário no mundo, atrás dos Estados Unidos.

É uma informação atribuída à fonte responsável pelo dado, sem transformar uma comparação de bases diferentes em um ranking estatístico independente da Broker News BR.

A profissão cresceu muito nos últimos anos

Independentemente da comparação internacional, existe um dado nacional que chama atenção: a expansão do número de profissionais.

O CRECI-SC, utilizando dados do Sistema COFECI-CRECI, informou que o Brasil tinha aproximadamente 413 mil corretores em 2020 e chegou a cerca de 580 mil em 2024, crescimento de aproximadamente 40% no período. Apenas entre 2023 e 2024, o crescimento informado foi de 5%.

A evolução ajuda a compreender que a corretagem passou por uma expansão significativa em poucos anos.

Mas o crescimento numérico também produz uma consequência inevitável: quanto maior a categoria, maior a necessidade de organização, fiscalização, qualificação e diferenciação profissional.

Não basta ter mais corretores.

É necessário saber que tipo de profissional está chegando ao mercado, como ele está se preparando e como está mudando a relação com o consumidor.

O corretor de hoje trabalha em um mercado muito diferente

O próprio COFECI descreve uma transformação importante no perfil profissional.

Em artigo publicado em 2025, o Conselho Federal destacou que o corretor deixou de ser visto apenas como um elo entre comprador, vendedor e imóvel e passou a assumir funções mais próximas de consultoria, envolvendo conhecimento de mercado, tendências, comportamento do consumidor, financiamento, legislação, dados e ferramentas digitais.

Essa transformação também pode ser percebida na maneira como os imóveis são apresentados.

Há algumas décadas, uma placa na fachada, um anúncio em jornal e uma carteira de clientes eram ferramentas centrais para muitos profissionais. Hoje, o corretor pode trabalhar com vídeos, redes sociais, anúncios digitais, visitas virtuais, plataformas imobiliárias, bancos de dados, aplicativos e ferramentas de inteligência artificial.

O imóvel continua sendo físico.

A jornada de compra, entretanto, tornou-se cada vez mais digital.

Isso mudou também o tipo de conhecimento necessário para quem trabalha na profissão.

O corretor virou uma espécie de tradutor do mercado

Comprar um imóvel não é simplesmente escolher uma planta bonita.

O consumidor precisa entender localização, preço, financiamento, documentação, condomínio, potencial de valorização, características construtivas, regras de uso e diversos outros elementos.

É nesse ponto que a experiência profissional ganha importância.

O corretor não deveria ser apenas a pessoa que abre a porta do imóvel.

Ele precisa compreender o produto que está apresentando e conseguir traduzir informações técnicas para alguém que, na maioria das vezes, não vive diariamente o mercado imobiliário.

Essa mudança ajuda a explicar por que o próprio Sistema COFECI-CRECI vem enfatizando formação, atualização e especialização profissional.

Em 2026, o COFECI lançou uma pesquisa nacional destinada a mapear as áreas de atuação e especialidades dos corretores e avaliadores imobiliários. Segundo o CRECI-AL, a iniciativa busca conhecer melhor a área de atuação de cada profissional e gerar oportunidades de negócios mais alinhadas às especialidades cadastradas.

A iniciativa mostra uma tendência importante: o mercado imobiliário não está apenas crescendo em quantidade de profissionais; também está buscando conhecer melhor as competências existentes dentro da própria categoria.

De onde vêm tantos corretores?

Não existe uma única explicação oficial que permita atribuir o crescimento da categoria a uma causa específica.

Mas o próprio perfil da profissão ajuda a entender sua capacidade de atrair novos profissionais.

O COFECI estabelece caminhos de formação relativamente específicos para quem deseja ingressar na carreira. Entre eles está o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) e determinadas formações superiores relacionadas às Ciências Imobiliárias ou Gestão de Negócios Imobiliários.

O interessado precisa ainda observar as exigências relacionadas ao estágio, à conclusão da formação e, posteriormente, ao registro no Conselho Regional correspondente.

O caminho permite que pessoas provenientes de diferentes áreas busquem uma nova carreira.

E essa característica ajuda a explicar a diversidade atual da profissão.

O próprio CRECI-SC cita, entre os novos perfis observados no mercado, profissionais em transição de carreira, aposentados e pessoas provenientes de áreas como engenharia, direito e vendas.

Não significa que todos esses grupos estejam ingressando na mesma proporção em todo o Brasil. Mas mostra como a profissão pode receber pessoas com experiências profissionais muito diferentes.

O tamanho da categoria também aumenta a responsabilidade

Ter mais de 700 mil profissionais inscritos não é apenas uma estatística de mercado.

É também uma responsabilidade institucional.

Quanto maior é a categoria, maior é a necessidade de fiscalização e de mecanismos que permitam diferenciar o profissional regular daquele que atua fora das regras.

O próprio COFECI mantém o Cadastro Nacional de Corretores de Imóveis e Imobiliárias, o e-CNCI, destinado a reunir e atualizar informações cadastrais das pessoas físicas e jurídicas inscritas no sistema. O programa também está associado à emissão de documentos digitais de identificação e regularidade profissional e empresarial.

Essa estrutura tem uma função que vai além do próprio corretor.

Ela também interessa ao consumidor.

A pessoa que pretende comprar, vender ou alugar um imóvel precisa saber com quem está negociando.

E aqui aparece uma conexão importante com a fiscalização

O tamanho da profissão ajuda a entender também por que a fiscalização é uma questão permanente.

Na reportagem anterior da Broker News BR, mostramos que o Sistema COFECI-CRECI identificou 23.250 casos de exercício ilegal da corretagem em 2025, em mais de 520 mil diligências realizadas pelos Conselhos Regionais. O dado foi divulgado pela Folha de S.Paulo com base em levantamento da Diretoria Nacional de Fiscalização.

Os dois números contam histórias diferentes, mas complementares.

De um lado, existe uma categoria profissional que ultrapassa a marca de 700 mil inscritos.

De outro, existe uma estrutura de fiscalização que precisa acompanhar uma atividade realizada em praticamente todas as regiões do país.

Quanto maior a categoria, maior também é o desafio de manter padrões profissionais.

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O corretor brasileiro está deixando de ser apenas um vendedor

Talvez essa seja uma das transformações mais importantes da profissão.

Durante muito tempo, a imagem popular do corretor esteve associada principalmente à venda.

Hoje, essa visão é insuficiente para descrever a complexidade de muitas operações imobiliárias.

Um profissional pode atuar com imóveis residenciais, comerciais, rurais, lançamentos, locações, imóveis de alto padrão, terrenos, empreendimentos, investimentos ou diferentes nichos de mercado.

Cada um exige conhecimentos específicos.

A própria iniciativa do COFECI de mapear especialidades em 2026 mostra que existe interesse institucional em identificar essa diversidade.

Na prática, isso abre espaço para uma profissão cada vez mais segmentada.

O cliente que procura um apartamento para morar tem necessidades diferentes de um investidor que busca renda, de uma empresa procurando espaço comercial ou de alguém interessado em uma propriedade rural.

O corretor do futuro provavelmente terá cada vez mais necessidade de escolher onde quer ser especialista, em vez de simplesmente tentar trabalhar com todos os tipos de imóveis.

E as redes sociais mudaram a vitrine da profissão

Existe ainda uma transformação que não aparece necessariamente nos números de registro.

O corretor passou a ser, em muitos casos, também um produtor de conteúdo.

Vídeos de imóveis, explicações sobre financiamento, informações sobre bairros, análise de lançamentos, comentários sobre tendências e conteúdos educativos passaram a fazer parte da rotina de muitos profissionais.

O próprio COFECI observa que a presença nas redes sociais e o uso de tecnologias modernas já integram o cotidiano da profissão.

Mas existe uma diferença entre simplesmente aparecer na internet e construir autoridade profissional.

Quanto mais informação existe disponível para o consumidor, maior tende a ser a cobrança por conhecimento.

O cliente pode chegar à visita sabendo a metragem, o preço anunciado, o endereço aproximado, as características do empreendimento e até comparando imóveis de diferentes regiões.

O corretor, nesse cenário, precisa entregar algo que uma busca na internet não entrega sozinha: contexto, experiência, interpretação e confiança.

O que mais de 700 mil corretores significam para o mercado?

Não significa que o Brasil tenha simplesmente “muita gente vendendo imóveis”.

Significa que existe uma estrutura profissional de enorme escala ligada diretamente à circulação do patrimônio imobiliário brasileiro.

Cada transação envolve pessoas, famílias, empresas, crédito, documentação, contratos e decisões financeiras.

O corretor está no ponto de encontro entre esses elementos.

Em muitos casos, ele é a primeira pessoa que apresenta o imóvel ao cliente e uma das últimas a participar da negociação antes da assinatura.

Essa posição exige responsabilidade.

A quantidade de profissionais também significa que a competição pela atenção do consumidor tende a ser grande.

E isso pode contribuir para uma transformação positiva da atividade: o corretor precisa provar cada vez mais por que o cliente deveria confiar nele.

Não apenas pelo acesso ao imóvel, mas pelo conhecimento.

A profissão também ganhou uma dimensão empresarial

Outro dado importante é que o Sistema COFECI-CRECI não reúne apenas pessoas físicas.

O Conselho Federal informou, em 2025, cerca de 74 mil empresas imobiliárias registradas junto ao sistema.

Isso ajuda a dimensionar a cadeia profissional existente ao redor da corretagem.

São imobiliárias pequenas, médias e grandes, empresas especializadas em diferentes segmentos e estruturas que trabalham com equipes de corretores.

Essa dimensão empresarial também explica por que a profissão não pode ser analisada apenas sob a perspectiva individual.

Existe todo um ecossistema de empresas, profissionais, sistemas tecnológicos, portais, incorporadoras, construtoras, administradoras, instituições financeiras e prestadores de serviços que se relacionam diariamente com a corretagem.

O Brasil tem uma característica que poucos mercados possuem

O dado sobre a segunda posição mundial também revela uma característica institucional interessante.

O Sistema COFECI-CRECI não é simplesmente uma associação de profissionais.

O próprio COFECI explica que se trata de uma autarquia federal, criada e regulamentada por legislação específica, com atribuições de registro, normatização, fiscalização e disciplina profissional.

O sistema possui o COFECI e Conselhos Regionais distribuídos pelo território nacional.

Isso cria uma estrutura nacional para uma profissão que, na prática, é extremamente local.

Um corretor de imóveis em Manaus trabalha com uma realidade diferente de um profissional em São Paulo, Recife, Florianópolis, Porto Alegre ou Brasília.

Os preços, os bairros, os tipos de imóveis, a legislação municipal, o perfil dos compradores e a dinâmica econômica mudam.

Mas existe uma estrutura profissional comum.

É uma das razões pelas quais o sistema consegue reunir profissionais de diferentes regiões sob uma mesma regulamentação.

O número continuará crescendo?

Aqui precisamos evitar uma conclusão que os dados disponíveis não permitem fazer.

O fato de o número de profissionais ter crescido fortemente nos últimos anos não significa que podemos afirmar que continuará crescendo no mesmo ritmo.

O próprio CRECI-SC observou que o ritmo de expansão nacional vinha desacelerando gradualmente.

Também existem diferenças regionais importantes.

Enquanto determinados mercados imobiliários apresentam forte expansão, outros podem atravessar períodos de menor atividade.

A profissão acompanha essas mudanças.

Por isso, o mais correto é dizer que o Brasil chegou a uma dimensão profissional muito elevada e que o desafio daqui para frente não é simplesmente aumentar o número de corretores.

É qualificar, especializar, profissionalizar e diferenciar essa enorme força de trabalho.

O futuro da profissão pode estar menos na quantidade e mais na especialização

Se o Brasil já possui centenas de milhares de corretores, simplesmente adicionar novos profissionais ao mercado não necessariamente cria uma vantagem para cada indivíduo.

A tendência que aparece nas iniciativas recentes do próprio Sistema COFECI-CRECI aponta para outra direção: conhecer especialidades, mapear áreas de atuação, atualizar cadastros e estimular qualificação.

Isso pode mudar a forma como o consumidor encontra seu corretor.

Em vez de procurar apenas “um corretor de imóveis”, o cliente poderá procurar cada vez mais o corretor especializado no tipo de decisão que precisa tomar.

É uma mudança pequena na frase, mas grande na profissão.

Porque vender imóveis é uma atividade ampla.

Ser reconhecido como especialista em determinado mercado é outra coisa.

Análise Editorial Broker News BR

O Brasil ser apontado pelo Sistema COFECI-CRECI como o segundo maior contingente profissional do setor imobiliário no mundo é uma pauta que merece espaço porque transforma um número aparentemente curioso em uma discussão maior sobre a própria profissão.

Os dados disponíveis mostram uma categoria de grande dimensão, com mais de 700 mil inscritos segundo informações divulgadas por Conselhos Regionais em 2026. Ao mesmo tempo, as próprias fontes utilizam números diferentes conforme a data e o critério de contagem, o que recomenda não tratar todos os números como equivalentes.

Também não encontramos uma base internacional padronizada que permita à Broker News BR elaborar, por conta própria, um ranking mundial rigoroso de corretores usando exatamente os mesmos critérios para cada país. Por isso, a afirmação sobre a segunda posição é apresentada nesta matéria como informação atribuída ao Sistema COFECI-CRECI, e não como um ranking independente produzido pela nossa redação.

Ainda assim, há uma conclusão objetiva que os números permitem sustentar: a corretagem imobiliária brasileira possui uma escala profissional gigantesca.

E essa escala muda a conversa.

Não estamos falando apenas de uma profissão que cresceu.

Estamos falando de uma categoria que se tornou parte estrutural do funcionamento do mercado imobiliário brasileiro.

Com mais de 700 mil inscritos, dezenas de milhares de empresas imobiliárias e uma estrutura nacional de fiscalização e registro, o desafio passa a ser outro: fazer com que o tamanho da categoria seja acompanhado por qualificação, ética, especialização, tecnologia e confiança.

O futuro da corretagem brasileira pode não ser definido por quantos corretores existirão.

Pode ser definido por quanto valor cada profissional será capaz de entregar ao cliente.

Produção Editorial Broker News BR

Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.

Fontes

  • COFECI — Conselho Federal de Corretores de Imóveis: informações institucionais, dados da categoria e estrutura do Sistema COFECI-CRECI.
  • CRECI-PB: informação de 2026 sobre mais de 730 mil inscritos no Sistema COFECI-CRECI.
  • CRECI-AL: pesquisa nacional de 2026 e informação sobre mais de 700 mil corretores inscritos.
  • CRECI-SC: evolução do número de corretores entre 2020 e 2024 e posição internacional atribuída ao Sistema COFECI-CRECI.
  • NAR — National Association of REALTORS®: dados de membros nos Estados Unidos.
  • COFECI — Como ser Corretor: requisitos de formação e inscrição profissional.

Consulte fontes oficiais

COFECI — Conselho Federal de Corretores de Imóveis

COFECI — Como ser Corretor

COFECI — Recadastramento Nacional

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Crédito Editorial

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Por Camille Assis

Editor Site de Notícias Broker News BR
CoFundador Empresa Gráfica Broker Art & Design
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