Boa Vista inicia 2026 com recorde de vendas, mais de R$ 206 milhões movimentados no primeiro trimestre e forte demanda por imóveis, enquanto Roraima amplia a produção habitacional e avança na regularização fundiária
O mercado imobiliário de Roraima começou 2026 em um ritmo que merece atenção.
O principal destaque está em Boa Vista, onde o 11º Censo do Mercado Imobiliário, realizado pelo Sinduscon-RR em parceria com o Sebrae Roraima e a Federação das Indústrias do Estado de Roraima, com levantamento da Brain Inteligência Estratégica, apontou mais de 1.500 unidades horizontais vendidas no primeiro trimestre de 2026.
O desempenho foi classificado pelos responsáveis pelo estudo como recorde histórico de vendas para um primeiro trimestre.
O resultado financeiro também chama atenção.
O VGV vendido chegou a R$ 206,4 milhões entre janeiro e março de 2026, praticamente o dobro dos R$ 98 milhões registrados no mesmo período de 2025, crescimento de aproximadamente 100%.
Nos lançamentos, a aceleração foi ainda mais forte: o VGV lançado saltou de R$ 47,9 milhões para R$ 192,1 milhões, uma expansão de aproximadamente 300%. Foram 1.912 unidades horizontais lançadas no trimestre.
O estudo considera como mercado horizontal os loteamentos abertos, loteamentos fechados e casas em condomínio.
Essa informação é importante porque os números do Censo não representam todo o mercado imobiliário de Boa Vista. Eles retratam especificamente o segmento horizontal acompanhado pela pesquisa.
Mesmo com essa delimitação, o conjunto de indicadores revela uma mudança importante de ritmo.
Roraima em números
| Indicador | Número | Referência |
|---|---|---|
| População de Roraima | 738.772 | IBGE — 2025 |
| População de Boa Vista | 485.477 | IBGE — 2025 |
| População de Pacaraima | 23.112 | IBGE — 2025 |
| Área territorial de Roraima | 223.505,058 km² | IBGE — 2025 |
| Renda domiciliar per capita | R$ 1.878* | IBGE — 2025 |
| PIB estadual | R$ 25,125 bilhões | IBGE — 2023 |
| VGV vendido em Boa Vista | R$ 206,4 milhões | 1º tri./2026 |
| VGV lançado | R$ 192,1 milhões | 1º tri./2026 |
| Unidades horizontais lançadas | 1.912 | 1º tri./2026 |
| Unidades horizontais vendidas | >1.500 | 1º tri./2026 |
| Unidades horizontais disponíveis | 2.237 | 1º tri./2026 |
| Unidades lançadas na base histórica do Censo | 11.214 | até 1º tri./2026 |
| Unidades vendidas na base histórica | 8.977 | até 1º tri./2026 |
| Absorção da oferta histórica | 80,1% | 1º tri./2026 |
| Meta MCMV-FAR | 600 unidades | ciclo específico |
| MCMV Rural selecionado | 488 unidades | 2026 |
| MCMV-Entidades — meta | 119 unidades | ciclo 2025 |
| Novas unidades em chamamento municipal | 492 unidades | 2026 |
| Títulos definitivos emitidos em Boa Vista | 2.442 | desde 2021 |
| Inscritos no MCMV em Boa Vista | >28 mil | 2025/2026 |
* O IBGE divulgou R$ 1.878 para Roraima em 2025, mas registrou nota específica informando R$ 1.764 para cumprimento de decisão judicial.
Roraima chega a 738,7 mil habitantes
O estado tinha 738.772 habitantes na estimativa do IBGE para 2025.
No Censo de 2022, eram 636.707 pessoas.
Roraima possui ainda uma característica territorial bastante particular: são 223.505,058 km², com densidade demográfica de apenas 2,85 habitantes por quilômetro quadrado no Censo de 2022.
A baixa densidade estadual não significa baixa concentração urbana.
Boa parte da população está concentrada na capital.
É justamente essa concentração que ajuda a explicar a importância de Boa Vista para o mercado imobiliário roraimense.
Boa Vista já se aproxima de 500 mil habitantes
A capital tinha 485.477 habitantes na estimativa de 2025, contra 413.486 registrados no Censo de 2022.
Esse crescimento da população urbana ocorre em uma cidade que apresenta forte concentração das atividades econômicas e dos serviços do estado.
E existe uma relação direta entre crescimento urbano e necessidade de novas moradias.
Novas famílias precisam de casas.
Famílias que mudam de composição procuram imóveis maiores ou menores.
Jovens que deixam a casa dos pais passam a procurar aluguel ou aquisição.
E trabalhadores que chegam à cidade precisam encontrar onde morar.
O Censo imobiliário de Boa Vista mostra que essa demanda não está apenas no campo das possibilidades.
Ela já aparece nas vendas.
O mercado horizontal vende mais de 1.500 unidades em três meses
O primeiro trimestre de 2026 foi o grande destaque da pesquisa.
Segundo o 11º Censo do Mercado Imobiliário de Boa Vista, foram vendidas mais de 1.500 unidades horizontais entre janeiro e março.
O levantamento classificou o resultado como recorde histórico para um primeiro trimestre.
O desempenho chama ainda mais atenção quando comparado ao ano anterior.
O VGV vendido passou de R$ 98 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 206,4 milhões no primeiro trimestre de 2026.
É uma diferença de aproximadamente R$ 108,4 milhões em valor vendido entre os dois períodos.
Em termos relativos, o crescimento ficou próximo de 100%.
Não significa que o preço médio de cada imóvel tenha simplesmente dobrado.
O VGV é influenciado também pela quantidade e pelo tipo de unidades comercializadas.
O crescimento mostra, portanto, principalmente uma expansão muito forte do volume financeiro movimentado.
Lançamentos crescem 300% em VGV
O movimento de novos empreendimentos foi ainda mais expressivo.
O VGV dos lançamentos passou de R$ 47,9 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 192,1 milhões no primeiro trimestre de 2026.
A variação foi de aproximadamente 300%.
Em unidades, foram 1.912 lançamentos horizontais no primeiro trimestre.
Esse dado mostra que as empresas do setor começaram 2026 respondendo à velocidade de comercialização observada no mercado.
É uma reação natural em um mercado no qual o estoque disponível começa a ficar mais pressionado.
Quando as unidades são vendidas em ritmo elevado, a necessidade de reposição da oferta aumenta.
Estoque chega a 2.237 unidades
Boa Vista encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 2.237 unidades horizontais disponíveis.
O número precisa ser interpretado dentro do contexto do próprio Censo.
A pesquisa aponta que o mercado horizontal acumulava 11.214 unidades lançadas, das quais 8.977 já haviam sido vendidas.
Isso representa uma absorção de 80,1%.
É um dos indicadores mais importantes da pesquisa.
Uma coisa é lançar milhares de imóveis.
Outra é conseguir vendê-los.
A absorção de 80,1% mostra que grande parte da oferta acumulada já encontrou compradores.
O estoque pode exigir novos lançamentos
Os responsáveis pelo Censo chamaram atenção para esse ponto.
Com o ritmo de vendas observado no primeiro trimestre, existe a possibilidade de o estoque ser absorvido rapidamente caso a velocidade de comercialização continue elevada.
O próprio levantamento apontou a necessidade de o mercado começar a pensar em novos lançamentos para evitar falta de produto.
Não significa que Boa Vista esteja prestes a ficar sem imóveis.
Significa que, dentro do segmento horizontal monitorado pelo Censo, a velocidade de vendas passou a exigir atenção dos incorporadores.
Esse é um dos sinais mais importantes para o planejamento do setor.
2025 teve menos lançamentos, mas vendas continuaram
O comportamento de 2025 ajuda a entender o movimento de 2026.
No ano passado, Boa Vista registrou 3.094 unidades horizontais lançadas, contra 5.242 em 2024.
A queda foi de aproximadamente 41%.
As vendas também diminuíram, passando de 4.139 unidades em 2024 para 3.335 em 2025, recuo de cerca de 19%.
Mas o aspecto mais importante não estava apenas no volume.
O mercado vendeu mais unidades do que lançou durante o ano.
O VGV vendido chegou a R$ 447 milhões, enquanto o VGL dos lançamentos ficou em R$ 390 milhões.
Isso contribuiu para a redução do estoque.
O estoque caiu 12% no fim de 2025
No quarto trimestre de 2025, o estoque horizontal terminou em 1.840 unidades, queda de 12% em relação ao quarto trimestre de 2024.
O Censo também mostrou que 46,7% desse estoque era composto por empreendimentos lançados em 2025 e 47,1% por projetos lançados em 2024.
Ou seja, a oferta disponível estava concentrada principalmente em produtos relativamente novos.
Mantido o ritmo médio de vendas dos 12 meses anteriores e sem novos lançamentos, o estudo estimava que o estoque poderia ser absorvido em aproximadamente 10 meses.
Esse cenário ajuda a explicar por que o início de 2026 apresentou forte reação dos lançamentos.
Loteamentos abertos dominam o mercado horizontal
Dentro do mercado horizontal, os loteamentos abertos possuem posição dominante.
No primeiro trimestre de 2026, eles representavam 86% das unidades lançadas em comercialização, com 9.648 unidades e ticket médio de R$ 126,5 mil.
Os loteamentos fechados somavam 1.540 unidades lançadas, com ticket médio de R$ 413,2 mil.
Já as casas em condomínio apresentavam o maior ticket médio, de R$ 490,7 mil, mas tinham disponibilidade extremamente reduzida: apenas quatro unidades em estoque no levantamento.
Essa estrutura revela um mercado bastante diversificado.
O produto de entrada é muito diferente do imóvel de condomínio.
E o comprador de um lote aberto possui necessidades diferentes daquele que procura uma casa pronta dentro de um condomínio.
O ticket revela o perfil do mercado
Os números também mostram uma característica econômica importante.
O loteamento aberto possui ticket muito inferior ao das casas em condomínio.
Isso amplia o acesso ao mercado para famílias com menor capacidade financeira.
Ao mesmo tempo, o crescimento dos loteamentos fechados e das casas em condomínio mostra que existe também uma parcela do mercado disposta a pagar mais por localização, segurança, estrutura e padrão construtivo.
Não se trata, portanto, de um mercado formado exclusivamente por imóveis econômicos.
Há diferentes faixas de produto.
A intenção de compra chega a 50%
O 10º Censo, referente ao fechamento de 2025, trouxe outro dado bastante interessante sobre o comportamento dos consumidores.
A pesquisa identificou que 50% dos entrevistados demonstravam intenção de comprar um imóvel nos 24 meses seguintes.
Dentro desse grupo:
37% ainda não haviam iniciado a busca;
8% já realizavam pesquisas online;
5% já estavam visitando imóveis.
Isso ajuda a explicar uma característica importante do mercado.
Nem todo comprador que pretende comprar um imóvel está imediatamente pronto para fechar negócio.
Existe um período de preparação.
A família pesquisa preços.
Compara bairros.
Calcula entrada.
Procura financiamento.
Conversa com corretores.
Visita imóveis.
E só depois chega à decisão.
Para o profissional imobiliário, essa fase anterior à compra também é uma oportunidade de relacionamento.
Apartamento é o produto mais desejado
Entre os consumidores pesquisados pelo Censo, 48% apontaram apartamento como o tipo de imóvel desejado.
Depois aparecem:
34% — casa em rua;
15% — casa em condomínio fechado;
3% — terreno.
A preferência por apartamentos é particularmente interessante quando colocada ao lado do domínio dos loteamentos no mercado horizontal.
Uma coisa é o produto efetivamente lançado no mercado monitorado.
Outra é a preferência declarada do consumidor.
Isso mostra que existe espaço para diferentes modelos de desenvolvimento imobiliário.
Sair do aluguel é o principal motivo
A principal motivação declarada pelos consumidores para a compra foi sair do aluguel.
Na sequência aparecem a necessidade de mais espaço e o desejo de sair da casa dos pais.
É uma informação que humaniza os números.
Por trás de uma venda imobiliária existe uma mudança de vida.
Uma família que decide comprar seu primeiro imóvel não está apenas adquirindo metros quadrados.
Está tentando transformar uma despesa mensal em patrimônio.
Um casal que precisa de mais espaço está respondendo a uma mudança familiar.
Um jovem que deixa a casa dos pais está buscando independência.
São movimentos sociais que acabam se transformando em demanda imobiliária.
Boa Vista concentra 65% da população de Roraima
O Censo imobiliário também mostra o peso da capital.
Boa Vista concentra aproximadamente 65% da população do estado, segundo o levantamento.
O estudo também aponta que a capital representa 89% do potencial de consumo de Roraima.
Essa concentração ajuda a explicar por que a maior parte dos dados estruturados sobre o mercado imobiliário está disponível para Boa Vista.
A capital funciona como principal polo de consumo, serviços, empregos e desenvolvimento urbano.
85,3% dos domicílios estão nas faixas 1, 2 e 3 do MCMV
Outro dado importante do Censo é o perfil econômico da demanda.
Segundo a pesquisa, 85,3% dos domicílios de Boa Vista estão nas faixas 1, 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida.
Esse indicador ajuda a explicar a predominância dos produtos econômicos e de médio padrão.
Também ajuda a entender por que financiamento habitacional, preço de entrada e condições de pagamento possuem peso tão grande na formação da demanda.
Boa Vista possui um mercado de consumidores que, em grande parte, depende de condições adequadas de crédito para transformar intenção de compra em aquisição.
O Minha Casa, Minha Vida tem forte presença em Boa Vista
Em 2025, Boa Vista foi contemplada com quase 1.500 moradias do Minha Casa, Minha Vida, distribuídas em 19 empreendimentos em construção em dez bairros.
Os bairros citados pela Prefeitura incluem Caimbé, Centenário, Cidade Satélite, Dr. Airton Rocha, Equatorial, Jardim Tropical, Jóquei Clube, Laura Moreira, Olímpico e Said Salomão.
A mobilização para atender a demanda foi grande.
Mais de 28 mil pessoas estavam inscritas no programa quando a Prefeitura atualizou o processo em maio de 2026.
O número demonstra uma diferença importante entre oferta e demanda habitacional.
Quase 1.500 moradias representam uma produção significativa.
Mas mais de 28 mil inscritos mostram que existe uma população muito maior procurando acesso ao programa.
O cadastro do MCMV continuou avançando em 2026
Em maio de 2026, a Prefeitura informou que continuava realizando visitas técnicas e análise documental das famílias inscritas.
A etapa ainda estava em andamento e a classificação das famílias dependia do processo de análise.
Isso é importante porque inscrição não significa contemplação.
Assim como seleção de uma proposta habitacional não significa obra concluída.
São etapas diferentes dentro da política habitacional.
Boa Vista abriu chamamento para mais 492 unidades
Em maio de 2026, a Prefeitura publicou o Chamamento Público nº 001/2026 para credenciamento de empresas da construção civil interessadas na implantação de novos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida.
O edital dividiu o projeto em três lotes:
Residencial Cidadão I — 128 unidades;
Residencial Cidadão II — 128 unidades;
Residencial Nova Cidade — 236 unidades.
Ao todo, são 492 unidades habitacionais previstas no chamamento.
É importante tratar esse número como parte de um processo administrativo para implantação dos empreendimentos.
Ele não representa 492 imóveis já entregues.
O edital é uma etapa de contratação e execução.
Roraima possui meta de 600 unidades no MCMV-FAR
No atual ciclo do Minha Casa, Minha Vida — Fundo de Arrendamento Residencial, o Ministério das Cidades estabeleceu meta de 600 unidades habitacionais para Roraima.
Essa é uma meta específica do ciclo.
Não representa o total histórico do Minha Casa, Minha Vida no estado.
Também não significa que todas as unidades já tenham sido contratadas.
É uma distribuição de meta dentro de uma política federal específica.
MCMV Rural seleciona 488 unidades em Roraima
O programa também possui uma frente rural.
Na seleção de 2026, o Ministério das Cidades publicou propostas para 488 unidades habitacionais do MCMV Rural em Roraima.
As propostas abrangem municípios como Boa Vista, Bonfim, Cantá, Pacaraima e Rorainópolis.
O detalhamento mostra, por exemplo, propostas de 38, 50 e outras quantidades de unidades em Boa Vista, além de projetos em Bonfim, Cantá, Pacaraima e Rorainópolis.
Isso mostra que a política habitacional também chega fora da capital.
E há uma particularidade importante.
O MCMV Rural atende uma realidade completamente diferente daquela dos loteamentos urbanos.
São famílias que vivem no campo e possuem necessidades habitacionais vinculadas ao território rural.
Seleção não significa casa entregue
A Portaria do Ministério das Cidades deixa claro que as propostas selecionadas passam por etapas posteriores de contratação.
O prazo de contratação e a disponibilidade orçamentária e financeira fazem parte do processo.
Essa distinção é especialmente importante para o acompanhamento do mercado.
As 488 unidades são propostas selecionadas para contratação, não 488 casas prontas.
O número representa uma etapa concreta do programa, mas não deve ser transformado em entrega realizada.
Roraima também tem 119 unidades na meta do MCMV-Entidades
Na modalidade MCMV-Entidades, Roraima possui meta de 119 unidades habitacionais dentro do ciclo de 2025.
O Ministério das Cidades atualizou em 2026 as normas e processos relacionados à modalidade, e a própria pasta mantém as portarias de seleção e acompanhamento disponíveis para consulta.
É outro exemplo de como diferentes programas se somam ao mercado habitacional.
Regularização fundiária também movimenta o mercado
Existe ainda um aspecto que muitas vezes fica fora das análises imobiliárias: a regularização fundiária.
Em março de 2026, a Prefeitura de Boa Vista entregou 280 títulos definitivos a moradores de 21 bairros.
Naquele momento, a Prefeitura informou que já havia emitido 2.317 títulos desde janeiro de 2021.
Em junho, foram entregues outros 112 títulos definitivos, elevando o total para 2.442 documentos emitidos desde 2021.
O impacto econômico da regularização é significativo.
Um imóvel que antes tinha apenas uma situação de posse ou documentação incompleta passa a contar com reconhecimento formal da propriedade.
Isso facilita a segurança jurídica.
Também pode ampliar o acesso ao crédito e melhorar as condições para futuras transações.
Regularizar também é criar patrimônio
Para uma família que vive há anos em determinado imóvel sem documentação definitiva, receber o título pode ser tão importante quanto receber uma chave.
A diferença está na segurança.
O imóvel passa a ter uma propriedade formalmente reconhecida.
Isso pode facilitar uma futura venda, transmissão por herança, acesso a crédito e investimentos na própria propriedade.
A regularização fundiária, portanto, também faz parte do desenvolvimento do mercado imobiliário.
Construção civil responde por 8% das pessoas ocupadas
Um documento oficial do Estado de Roraima baseado em dados do mercado de trabalho aponta que a construção representava aproximadamente 8% das pessoas ocupadas no estado, com cerca de 16 mil pessoas no levantamento utilizado.
O dado utilizado pelo documento é de 2024 e, portanto, não deve ser apresentado como retrato exato de 2026.
Mas ajuda a demonstrar a importância estrutural da construção civil na economia local.
E os dados mais recentes do Novo Caged mostram que o setor continua participando da geração de empregos.
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Construção liderou geração de empregos em fevereiro
Em fevereiro de 2026, Roraima criou 256 empregos formais.
A construção civil foi o setor que mais abriu vagas naquele mês, com 99 novos postos.
Naquele período, a indústria criou 87 vagas e os serviços, 64.
A construção respondeu, portanto, por uma parcela muito importante do saldo positivo daquele mês.
Em março, o setor também teve desempenho expressivo, com 155 novos postos de trabalho, segundo análise dos dados do Novo Caged.
Esses números ajudam a estabelecer uma conexão entre o crescimento do mercado imobiliário e a economia real.
Quando uma obra começa, trabalhadores são contratados.
Materiais são comprados.
Fornecedores são acionados.
Serviços são contratados.
E uma cadeia inteira passa a funcionar.
Julho fecha com 386 empregos formais
Os dados mais recentes disponíveis até o momento mostram que Roraima abriu 386 postos formais em julho de 2026, levando o estoque de empregos formais do estado para 86.233 trabalhadores.
A variação mensal do estoque foi de 0,45%.
O dado é estadual e engloba todos os setores.
Portanto, não pode ser interpretado como 386 vagas criadas pela construção civil.
Mas mostra que o ambiente de emprego continuou positivo no estado.
Custo da construção chega a R$ 2.117,84 por metro quadrado
O SINAPI do IBGE registrou em junho de 2026 custo médio de R$ 2.117,84 por metro quadrado em Roraima, considerando a série com desoneração da folha.
No mês, a variação foi de 0,14%.
No acumulado de 2026 até junho, o aumento chegou a 2,00%.
Em 12 meses, a alta era de 4,77%.
Na série sem desoneração, o custo médio chegou a R$ 2.227,41/m², com alta de 0,22% no mês, 0,85% no ano e 3,80% em 12 meses.
O SINAPI não representa o preço de venda de uma casa ou apartamento.
Ele é um indicador de custos da construção.
Para construtoras, entretanto, acompanhar essa evolução é fundamental.
Custos de materiais e mão de obra interferem diretamente no orçamento dos empreendimentos.
O PIB de Roraima chega a R$ 25,1 bilhões
A economia de Roraima registrou PIB de R$ 25,125 bilhões em 2023, segundo o IBGE.
O PIB é uma medida da produção de bens e serviços finais.
Não representa patrimônio acumulado.
Também não significa que esse valor esteja disponível para consumo ou investimento imobiliário.
Mas ajuda a dimensionar o tamanho da economia estadual.
Para o mercado imobiliário, o indicador funciona como parte de uma fotografia mais ampla.
Quanto maior a atividade econômica, maior a circulação de renda e negócios que podem sustentar a procura por imóveis.
A renda domiciliar per capita é de R$ 1.878
O IBGE registrou R$ 1.878 de rendimento nominal mensal domiciliar per capita para Roraima em 2025.
A média brasileira foi de R$ 2.316.
O IBGE acrescenta uma observação jurídica específica: para fins de cumprimento de decisão judicial, o valor considerado para Roraima é de R$ 1.764.
O indicador considera os rendimentos dos moradores dos domicílios e não deve ser confundido com salário médio.
Para o mercado imobiliário, ele ajuda a entender a capacidade econômica geral das famílias.
E ajuda também a explicar a relevância de imóveis de ticket mais baixo e das políticas de financiamento habitacional.
Boa Vista possui um perfil de demanda jovem
O Censo imobiliário de Boa Vista identificou que 43% da população tinha até 19 anos.
O dado ajuda a explicar uma característica estrutural da demanda.
Uma população relativamente jovem tende a formar novas famílias ao longo do tempo.
Isso pode gerar novas necessidades de moradia, desde o primeiro aluguel até a aquisição do primeiro imóvel.
Mas esse efeito não acontece automaticamente.
Depende de emprego, renda, formação de famílias, crédito e condições de financiamento.
Ainda assim, é uma característica demográfica relevante para o planejamento imobiliário de longo prazo.
O preço dos imóveis precisa ser analisado com cautela
Aqui existe uma diferença importante em relação a São Luís, Fortaleza, Recife ou outras capitais acompanhadas pelo FipeZAP.
Boa Vista não aparece atualmente na lista de cidades monitoradas pelo índice residencial da Fipe.
Por isso, não há um preço médio oficial do metro quadrado de venda de imóveis residenciais em Boa Vista produzido pelo FipeZAP que possa ser comparado diretamente com essas capitais.
Existe, porém, o Censo do Mercado Imobiliário de Boa Vista, produzido pela Brain em parceria com Sinduscon-RR, FIER e Sebrae.
Nesse estudo, o preço médio do metro quadrado dos loteamentos abertos e fechados e casas em condomínio fechou o quarto trimestre de 2025 em R$ 610/m².
Esse número não deve ser apresentado como “o preço do imóvel em Boa Vista”.
Ele é específico do mercado horizontal pesquisado pelo Censo.
É uma diferença metodológica importante.
O mercado horizontal possui uma base estatística própria
Uma das grandes vantagens de Boa Vista é justamente possuir um acompanhamento específico do mercado horizontal.
O Censo já acumulava 30 meses de pesquisa ao final de 2025.
Isso permite comparar períodos e identificar mudanças de comportamento.
A pesquisa consegue mostrar:
vendas;
lançamentos;
estoque;
VGV;
VGL;
ticket;
perfil de produto;
intenção de compra;
preferências do consumidor.
Para empresários e investidores, esse tipo de informação possui enorme valor.
Uma decisão imobiliária baseada em dados locais tende a ser muito mais precisa do que uma decisão baseada apenas em percepção.
O que os números dizem para os corretores?
Para os corretores de imóveis, Roraima apresenta um cenário particularmente interessante.
O comprador existe.
A intenção de compra é elevada.
O mercado vendeu mais de 1.500 unidades no primeiro trimestre.
O estoque disponível está sendo acompanhado.
E existe uma parcela significativa da população buscando sair do aluguel.
Mas o profissional precisa entender o produto.
Um lote aberto de R$ 126,5 mil possui um público completamente diferente de uma casa em condomínio de R$ 490,7 mil.
O corretor que conhece apenas o imóvel que está vendendo perde parte da oportunidade.
É necessário compreender financiamento, renda, documentação, localização, infraestrutura e perfil do comprador.
O que os números dizem para as construtoras?
Para as construtoras, talvez o sinal mais importante seja a combinação entre vendas fortes e necessidade de reposição do estoque.
O primeiro trimestre de 2026 apresentou forte crescimento do VGV lançado.
Foram R$ 192,1 milhões em novos lançamentos horizontais, contra R$ 47,9 milhões no mesmo período do ano anterior.
A velocidade de comercialização ajuda a explicar esse movimento.
Mas existe também um desafio.
O SINAPI mostra que os custos de construção continuam evoluindo.
A empresa precisa equilibrar preço de terreno, custo de obra, financiamento, comercialização e capacidade de pagamento do comprador.
O mercado pode estar aquecido e, ao mesmo tempo, exigir enorme disciplina financeira.
O que os números dizem para os investidores?
Para o investidor, o cenário de Boa Vista precisa ser analisado de forma localizada.
A cidade apresenta crescimento populacional.
O mercado horizontal tem forte absorção.
Existe demanda declarada.
Há expansão habitacional.
E há novos projetos.
Mas não existe uma garantia de valorização futura.
O investidor precisa avaliar localização, preço de aquisição, liquidez, potencial de aluguel, infraestrutura e qualidade do empreendimento.
A pesquisa imobiliária fornece o contexto.
A decisão continua sendo individual.
O interior também precisa entrar no radar
Roraima não é apenas Boa Vista.
O estado possui municípios com dinâmicas próprias.
Cruzeiro do Sul não existe aqui — pertence ao Acre — e essa distinção é importante justamente porque análises superficiais costumam misturar municípios de estados diferentes da região Norte.
Em Roraima, municípios como Rorainópolis, Pacaraima, Bonfim e Cantá aparecem, inclusive, nas propostas selecionadas do MCMV Rural de 2026.
Isso demonstra que existe demanda habitacional fora da capital.
Entretanto, não há uma pesquisa imobiliária comparável ao Censo de Boa Vista para todos os municípios.
Por isso, não seria correto criar um ranking de vendas ou preços do interior utilizando anúncios isolados ou indicadores de naturezas diferentes.
Pacaraima tem mais de 23 mil habitantes
Pacaraima possuía 23.112 habitantes na estimativa de 2025, segundo o IBGE.
O município possui importância estratégica por sua localização e características econômicas próprias.
O mercado imobiliário local, porém, não pode ser avaliado simplesmente pela população.
A dinâmica de fronteira, circulação de pessoas, atividade econômica, infraestrutura e disponibilidade de terrenos interferem no comportamento dos imóveis.
Por isso, uma futura análise específica de Pacaraima precisaria utilizar dados locais.
Rorainópolis também aparece na política habitacional
Rorainópolis aparece entre os municípios com propostas do MCMV Rural selecionadas em 2026.
O documento oficial registra diferentes propostas, incluindo unidades de 30, 28, 25 e 17 moradias.
O conjunto mostra que a política habitacional possui capilaridade.
Para o mercado imobiliário, isso representa uma oportunidade de acompanhar como novos investimentos habitacionais podem influenciar a infraestrutura e a economia desses municípios.
Regularização e infraestrutura completam a fotografia
A transformação imobiliária de uma cidade não acontece apenas quando uma construtora lança um empreendimento.
Ela também acontece quando uma família regulariza seu terreno.
Quando uma rua recebe infraestrutura.
Quando um imóvel passa a ter matrícula regular.
Quando uma região ganha acesso a serviços.
Quando uma família consegue financiamento.
Em Boa Vista, a entrega de 2.442 títulos definitivos desde 2021 representa exatamente esse outro lado do desenvolvimento imobiliário.
São imóveis que passam a ter maior segurança jurídica.
E segurança jurídica é um dos fundamentos de um mercado imobiliário saudável.
Roraima em perspectiva
O conjunto de dados disponíveis permite enxergar um mercado com características bastante particulares.
Roraima possui uma população de 738.772 habitantes e Boa Vista concentra 485.477.
A capital apresenta um mercado horizontal acompanhado há anos por um censo específico.
No primeiro trimestre de 2026, foram mais de 1.500 unidades vendidas, R$ 206,4 milhões em VGV comercializado e R$ 192,1 milhões em VGV lançado.
O mercado acumulava 11.214 unidades lançadas e 8.977 vendidas, com absorção de 80,1%.
Ao mesmo tempo, o estoque era de 2.237 unidades.
Essa combinação é importante porque mostra um mercado que não está apenas lançando imóveis.
Está vendendo.
Principais números do mercado imobiliário de Roraima
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| População de Roraima | 738.772 |
| População de Boa Vista | 485.477 |
| PIB estadual | R$ 25,125 bilhões |
| Renda domiciliar per capita | R$ 1.878 |
| VGV vendido em Boa Vista | R$ 206,4 milhões |
| VGV lançado | R$ 192,1 milhões |
| Vendas no 1º trimestre | >1.500 unidades |
| Lançamentos no 1º trimestre | 1.912 unidades |
| Estoque horizontal | 2.237 unidades |
| Unidades lançadas acumuladas no Censo | 11.214 |
| Unidades vendidas acumuladas | 8.977 |
| Absorção acumulada | 80,1% |
| Loteamentos abertos em comercialização | 9.648 unidades |
| Ticket médio — loteamento aberto | R$ 126,5 mil |
| Ticket médio — loteamento fechado | R$ 413,2 mil |
| Ticket médio — casa em condomínio | R$ 490,7 mil |
| Intenção de compra em 24 meses | 50% |
| MCMV Rural selecionado em 2026 | 488 unidades |
| Meta MCMV-FAR | 600 unidades |
| MCMV-Entidades — meta | 119 unidades |
| Novo chamamento habitacional municipal | 492 unidades |
| Títulos definitivos emitidos desde 2021 | 2.442 |
| SINAPI com desoneração — jun./2026 | R$ 2.117,84/m² |
Conclusão
O mercado imobiliário de Roraima apresenta, em 2026, um dos retratos mais interessantes entre os estados da Região Norte.
Boa Vista iniciou o ano com recorde histórico de vendas para um primeiro trimestre, segundo o 11º Censo do Mercado Imobiliário.
Foram mais de 1.500 unidades horizontais comercializadas entre janeiro e março, enquanto o VGV vendido chegou a R$ 206,4 milhões, praticamente o dobro do registrado no mesmo período de 2025.
Os lançamentos também reagiram.
O VGV lançado alcançou R$ 192,1 milhões, contra R$ 47,9 milhões no primeiro trimestre de 2025.
Em unidades, foram 1.912 novos lançamentos horizontais.
O mercado acumulava ainda 11.214 unidades lançadas e 8.977 vendidas, uma absorção de 80,1%.
São números que mostram capacidade de comercialização.
Mas também mostram a necessidade de planejamento.
Se as vendas continuarem em ritmo elevado, as empresas precisarão manter uma oferta compatível com a demanda.
A habitação popular acrescenta outra dimensão.
Boa Vista foi contemplada com quase 1.500 moradias do Minha Casa, Minha Vida, enquanto mais de 28 mil pessoas chegaram a se inscrever no processo municipal.
Em 2026, a Prefeitura abriu ainda chamamento para empreendimentos que somam 492 unidades, enquanto o Governo Federal selecionou 488 unidades do MCMV Rural no estado.
A regularização fundiária completa o cenário.
Boa Vista alcançou 2.442 títulos definitivos emitidos desde 2021, transformando situações de posse em propriedades formalmente reconhecidas.
Na economia, Roraima possui PIB de R$ 25,125 bilhões, população de 738.772 habitantes e renda domiciliar per capita de R$ 1.878, segundo os dados mais recentes do IBGE.
A construção civil também participa desse movimento.
O setor foi responsável por 99 vagas formais em fevereiro e 155 em março de 2026, enquanto o custo da construção registrado pelo SINAPI chegou a R$ 2.117,84/m² em junho, na série com desoneração.
O retrato final é de um mercado que combina crescimento da demanda, forte comercialização, novos lançamentos, habitação popular, regularização fundiária e expansão urbana.
E talvez o aspecto mais interessante esteja justamente na escala.
Roraima é um dos menores mercados estaduais do Brasil em população.
Mas Boa Vista conseguiu construir uma estrutura própria de acompanhamento imobiliário que permite enxergar com bastante clareza o comportamento de compradores, vendedores, incorporadores e investidores.
Os números do primeiro trimestre de 2026 mostram que existe mercado.
Existe demanda.
Existe consumo.
E existe espaço para novos produtos.
O desafio será transformar esse crescimento em desenvolvimento urbano equilibrado, com oferta adequada, segurança jurídica, infraestrutura e imóveis que estejam de acordo com a capacidade financeira das famílias.
Porque, no final, cada número do Censo representa uma decisão humana.
Uma família que saiu do aluguel.
Uma pessoa que comprou seu primeiro lote.
Um casal que procurou uma casa maior.
Um investidor que decidiu apostar em uma nova região.
E uma construtora que enxergou demanda suficiente para colocar um novo projeto de pé.
É assim que um mercado imobiliário cresce.
Primeiro aparecem as pessoas. Depois, os números contam a história.
Análise Editorial Broker News BR
Roraima apresenta uma característica particularmente interessante dentro da série Mercado Imobiliário em Números: Boa Vista possui um levantamento privado estruturado e recorrente, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica em parceria com Sinduscon-RR, FIER e Sebrae Roraima.
O 11º Censo do Mercado Imobiliário de Boa Vista, referente ao primeiro trimestre de 2026, mostra uma aceleração significativa.
Mais de 1.500 unidades horizontais foram vendidas, o VGV comercializado chegou a R$ 206,4 milhões e o VGV dos lançamentos alcançou R$ 192,1 milhões.
O dado mais relevante, entretanto, não é apenas o volume de vendas.
É a combinação entre 80,1% de absorção da oferta histórica, redução do estoque em 2025 e forte retomada dos lançamentos em 2026.
Isso sugere um mercado que passou por uma fase de ajuste de oferta e entrou em 2026 com maior velocidade de comercialização.
Ao mesmo tempo, a estrutura da demanda mostra forte participação do público econômico e de médio padrão.
O Censo identificou que 85,3% dos domicílios estão nas faixas 1, 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida e que metade dos entrevistados manifestava intenção de comprar um imóvel nos 24 meses seguintes.
A leitura editorial da Broker News BR é que Boa Vista vive um momento de expansão imobiliária mensurável, especialmente no segmento horizontal.
Para Roraima como um todo, entretanto, os dados ainda são mais concentrados na capital.
O interior apresenta sinais concretos de atividade habitacional, especialmente por meio do Minha Casa, Minha Vida, mas não há uma base comparável que permita afirmar que todos os municípios estejam vivendo o mesmo ritmo de expansão.
Essa distinção é fundamental para compreender o mercado com precisão.
Produção Editorial Broker News BR
Produção Editorial Broker News BR. Esta matéria é um conteúdo original produzido pela equipe editorial da Broker News BR, elaborado com base em pesquisa, apuração e consulta a fontes oficiais e confiáveis do mercado imobiliário para informar corretores de imóveis, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e investidores.
Fontes
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE
- Ministério das Cidades
- Ministério do Trabalho e Emprego — Novo Caged
- Caixa Econômica Federal
- Prefeitura Municipal de Boa Vista
- Sinduscon-RR
- Sebrae Roraima
- Federação das Indústrias do Estado de Roraima — FIER
- Brain Inteligência Estratégica
Consulte as fontes oficiais
IBGE — Estimativas da população 2025
IBGE — Rendimento domiciliar per capita 2025
Ministério das Cidades — MCMV-FAR
Ministério das Cidades — MCMV Rural
Ministério das Cidades — Portaria do MCMV Rural 2026
Ministério das Cidades — MCMV Rural e Entidades
Ministério do Trabalho e Emprego — Novo Caged
Prefeitura de Boa Vista — Minha Casa, Minha Vida
Prefeitura de Boa Vista — Regularização fundiária
Sebrae Roraima — Censo do Mercado Imobiliário
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